sexta-feira, 18 de julho de 2014

Neoliberalismo na veia e retrocesso

Davis Sena Filho, editor do blog Palavra Livre, divulga artigo que precisamos ler para uma importante reflexão:  O primeiro decreto de FHC, o Neoliberal I, quando assumiu a Presidência da República foi extinguir a Comissão Especial de Combate à Corrupção efetivada pelo presidente nacionalista Itamar Franco, o verdadeiro pai do Plano Real. O tucano era seu ministro da Fazenda, fato este que levou Itamar, posteriormente, arrepender-se, e, inclusive, questionar duramente a conduta de FHC, que assinou as cédulas da nova moeda no lugar do então ministro da Fazenda, Rubens Ricúpero. O tucano não era mais ministro, e incorreu em erro grave. Acusou Itamar: "Eu me arrependo é de ter escolhido ele candidato. Tenho o maior respeito pela inteligência dele, mas ele errou. Ele já não era mais ministro da Fazenda e, mesmo assim, assinou cédulas. Esse é o FHC, aquele presidente do PSDB entreguista e que governou o Brasil como um caixeiro viajante e, subserviente e subalterno, implementou no País a diplomacia da dependência, porque alinhada automaticamente com os interesses dos EUA. Poder-se-ia também chamá-la de diplomacia do tirar os sapatos, como o fez o ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer, em 31 de janeiro de 2002. O fim da Comissão, na verdade, tinha por finalidade deixar livre o caminho para as privatizações, também conhecidas por grande parte da população brasileira como privatarias. O Neoliberal I realmente não defendeu os interesses do Brasil quando foi eleito o mandatário mais importante do País. Pelo contrário, o quebrou três vezes, pois foi ao FMI três vezes, de joelhos e com o pires nas mãos. Em encontro de presidentes de países considerados desenvolvidos, o mandatário porta-voz das elites e submisso aos ditames do FMI, do Banco Mundial, da OMC e da UE levou um "carão" do presidente estadunidense, Bill Clinton. Ai daquele que se atrevesse questionar o pensamento único da década de 1990 e início do século XXI. Era logo chamado de dinossauro ou "esquerdopata", pois os arautos da dependência e da servidão aos países ricos batiam sempre na mesma tecla de que as ideologias acabaram com o fim da União Soviética e que termos como esquerda e direita se tornaram arcaicos. A verdade é que o PSDB ainda não pagou por seus erros até hoje, tanto no âmbito do Judiciário quanto no que é referente ainda a vencer eleições em estados de eleitores conservadores, a exemplo de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, unidades da Federação ricas cujos governos ocupados pela direita de caráter udenista reagem, com o apoio e a proteção da imprensa, aos programas e ao projeto dos governantes trabalhistas de distribuição de riqueza e renda, que geram empregos, porque giram a roda da economia. Fernando Henrique Cardoso é o pior presidente que este País já teve. Aécio Neves, é seu alter ego quando mais jovem. FHC é um playboy com verniz de intelectual, mas como sociólogo não conhece o povo e suas assertivas sobre a sociedade brasileira são completamente superficiais e confusas. Trata-se de neoliberalismo na veia, a ter como áulico o ex-presidente do Banco Central de FHC, o banqueiro Armínio Fraga, que já anunciou as medidas impopulares que Aécio Neves vai efetivar em um tempo de Brics, de desenvolvimentismo, de consolidação de blocos econômicos que não rezam pela cartilha draconiana do FMI e do BIRD, bem como do fortalecimento dos mercados internos dos países emergentes, principais criadores de empregos e de desenvolvimento das nações que buscam outras saídas que não sejam aquelas indicadas pela ONU e pelas instituições econômicas criadas após a II Guerra Mundial.

César “Vaia” atrás
Pesquisa Datafolha divulgada anteontem aponta Romário (PSB), com 29% das intenções de voto, cinco pontos percentuais à frente de César Maia (DEM), com 23%, na disputa ao Senado pelo Rio de Janeiro. Segundo a pesquisa, a preferência por Romário é maior entre homens (38%), entre os que têm entre 25 e 34 anos (36%), e entre os que têm renda média familiar mensal entre de 5 a 10 salários mínimos (43%).

Campanhas
Robinson Faria, candidato a governador e Fátima Bezerra, candidata ao senado, deram a largada das suas campanhas ontem em Mossoró. O bloco está chegando às ruas e promete uma campanha vitoriosa. Henrique, por sua vez continua na luta por apoios de lideranças. Dentro de pouco tempo saberemos qual a melhor estratégia, se a base ou a cúpula.

Slogan
Muito pertinente o slogan de Fernando Mineiro em sua candidatura à reeleição à Assembleia Legislativa do RN: É possível fazer política com dignidade. É... Que é possível, é. Mas, são muito poucos que, como Mineiro, o conseguem.