sábado, 12 de julho de 2014

Nogueirão: o fim melancólico de um sonho que se tornou pesadelo

Arealidade bateu no pescoço e agora a coisa está chegando a uma situação de cheque para o futebol mossoroense, no que diz respeito ao estádio Nogueirão, praça de esportes que tanto orgulho deu à cidade e que, como muitos símbolos desta “Terra do Já Teve”, vai tendo um fim de carreira melancólico. Moro em Mossoró há 39 anos e há pelo menos uns quinze, mesmo não sendo ligado em futebol, ouço acalorados debates sobre o destino do estádio Nogueirão, tendo visto até carreata de protesto contra um colega jornalista que denunciou as falhas estruturais que recomendavam deixar de realizar jogos naquele local. A discussão sempre foi truncada, eivada de egoísmos, demagogia e irresponsabilidade sem limites. No governo estadual de Rosalba Ciarlini, ao menos às vésperas de uma eleição, apareceu até maquete e a garantia de que o Nogueirão seria por fim restaurado e posto à altura do esporte local. Era  prefeita a senhora Fátima Rosado, nora do patrono daquela arena e deputado ligado aos governos municipal e estadual o médico Leonardo da Vinci Nogueira, filho de Manuel Leonardo o desportista que dá nome ao logradouro e que foi um dos batalhadores, junto a Zoivo Barbosa e outros abnegados pela construção daquele que já foi chamado “Colosso da Nova Betânia”, no jargão da megalomania própria da crônica esportiva, onde tudo é grande, genial e histórico. De Rosalba prefeita a Silveira interino e titular, o tema Nogueirão tem sido uma pauta constante e uma solução sempre adiada. Agora, a cidade lê e escuta estarrecida a notícia de que o velho Nogueirão é o alvo da Justiça do Trabalho, para ser posto em leilão, com o fito de pagar-se uma dívida trabalhista de R$ 172.841,62 da Liga Desportiva de Mossoró (LDM), ressaltando-se que o referido estádio já se encontra penhorado desde setembro de 2011. Um jogo de vaidades, interesses menores, alguns até escusos de dirigentes de times menores que têm assento no conselho decisor da LDM e o misto de incompetência e descompromisso de gestores municipais leva o esporte bretão em Mossoró a uma vergonha maior que a derrota da seleção brasileira por 7 tentos a um, nas semifinais da Copa do Mundo. E puxa o fio de uma discussão de que o problema não é do “aqui agora” é fruto de erros históricos. A assessoria Jurídica da LDM discute um fato de suma importância. Lembraram que o estádio é daquela entidade, mas o terreno é da Prefeitura. E, convenhamos, nenhum dos interessados no leilão em rematar o velho estádio, tem interesse concreto nele, mas no terreno valorizadíssimo, para fins de empreendimentos no mercado imobiliário. Diante dessa informação, cabe agora à Prefeitura se mexer, sob pena de se ter o chefe do Executivo condenado por crime de omissão se deixar o estádio ser leiloado, já que, como dissemos, após arrematado ele será implodido para uso do terreno em algum empreendimento. Cabe à Prefeitura acionar sua assessoria jurídica e bloquear o leilão. Ato contínuo numa to de coragem, único eficaz, desapropriar o Nogueirão, municipalizando-o  a um valor que, com certeza será maior que as dívidas que estão forçando sua ida a leilão. Depois poderá negociá-lo com uma construtora que queira usar o terreno num gigantesco empreendimento imobiliário em troca de um estádio à altura de Mossoró. Fora disso, só a balela e a demagogia. Entretanto, a sensação que me invade é a de que vão embromar mais uma vez, “rolando o lero” com muito “sambarilove” e o Nogueirão vai sucumbir à irresponsabilidade do poder público e dos desportistas que não amam o esporte.

Eduardo Campos
Começou mal por estas bandas a campanha do presidenciável Eduardo Campos. Compromisso marcado e desmarcado, Mossoró ficou de fora da sua agenda. A impressão que me bate é a de que o PSB local achou foi bom...

Questão de ângulo
Tudo na vida tem um valor aferido dependendo do ângulo de visão por onde se observa o fato ou a coisa. Sou obrigado a concordar com o senador Cristovam Buarque, um gênio que tem falado muitas besteiras nos últimos tempos, no que diz respeito a uma afirmação sua sobre a tão falada derrota brasileira para a Alemanha. “Vejo muita gente lamentando a seleção brasileira ter perdido para a seleção alemã por 7 x 1, mas não vejo ninguém lamentar por estarmos perdendo para a Alemanha de 103 x 0 na disputa pelos Prêmios Nobel...

Zé Adécio
Não sei quantos votos o ex-vereador Pompeu Amarildo, de Natal, tem ou deixa de ter. Só sei que ele sempre foi um símbolo do wilmismo. Sempre foi um militante fiel, amigo da primeira hora e dos momentos mais difíceis da ex-governadora. Anunciou apoio a Fátima Bezerra para o Senado. E se Pompeu está apoiando Fátima, é porque a coisa lá pelo wilmismo anda muito complicada. Outro anúncio que, se concretizado for, será um forte abalo na campanha de Henrique e põe em xeque a liderança de José Agripino é a possível ida de José Adécio apoiar Fátima e Robinson.