segunda-feira, 7 de julho de 2014

Quando o capitalista é inteligente

Sou socialista convicto. Muito estudei de economia política, nos tempos em que militantes recebiam formação política, para concluir que o capitalismo não é capaz de promover a justiça social e o progresso para as maiorias, evitando que as restrições socioeconômicas tornem tantos milhões de seres humanos excluídos da vida confortável e da perspectiva da felicidade. Mas como vivo no capitalismo, tenho feito um esforço infindo para entender o que pode ser feito dentro deste sistema econômico para que as pessoas possam viver melhor. E nesta empreitada de entender o monstro por dentro, tenho que buscar compreender a mentalidade dos próprios capitalistas que acham que está certo mil pessoas, dez mil ou cem mil pessoas acordarem todos os dias e saírem para trabalhar para enriquecer uma única pessoa. Eles têm foco na Mais-Valia, a que chamam de lucro e o obtém com afinco e sem limites para a “medida do ter” que segundo o ditado popular “não enche nunca”. Tudo bem. É o entendimento deles, E eles mandam no jogo e fazem e mudam ao bel-prazer, as regras do jogo, sempre que sofram qualquer ameaça de, mesmo ganhando mais, proporcionarem aos outros, os explorados, alguma possibilidade de viver melhor. E odeiam qualquer governo que queira o bem dos que se encontram no andar de baixo da pirâmide social. São os capitalistas burros. Capitalista inteligente é aquele que não se preocupa se as pessoas pobres vão melhorar de vida, até porque sabem que, com isso, essas pessoas robustecerão a condição de consumidor e vão comprar a alguém que compra, mercadorias, serviços ou mesmo dinheiro, a eles. Um internauta que se identifica como Bob Júnior, fez um comentário num site político falando do seu patrão numa multinacional. Só assim poderemos entender o que é um capitalista inteligente: ...Isso é o mais grave: tomar decisões equivocadas baseadas em ideologia.. Isso me faz lembrar palavras do dono da empresa em que trabalho, uma multinacional americana que fatura US$ 20 bilhões ao ano: ‘Se eu pudesse, abria uma filial em Havana, Pyongyang, Bagdá, Teerã... imagine a demanda pelos nossos serviços nesses lugares! Imagine ser o primeiro a chegar num mercado virgem! Só não faço isso porque o governo não permite...’ ‘- Hugo Chávez é um fdp, mas deixa ele lá. Antes dele estávamos querendo fechar a filial venezuelana, com ele o faturamento cresceu como nunca antes, então deixa ele lá...’ ‘- US$ 1 vale US$ 1, não importa se é pago pelo Bill Gates ou pelo mendigo da esquina’. Não, ele não é comuna. É um caipirão do interior do Arkansas, típico WASP que bate ponto na igreja batista todo domingo, republicano até a medula e era cotado para ser secretário de governo caso o John McCain fosse eleito no lugar do Obama... Isso se chama capitalismo. O que os wannabes brasileiros defendem é qualquer outra coisa, diferente disso e mais próximo de uma sociedade feudal/medieval do que do capitalismo moderno”.

De padrões
A prisão dos chefes das máfias dos ingressos revela o padrão Brasil de investigar e o padrão Fifa de roubar.

Péssimos exemplos
Exemplo dado pela Fifa ao não punir o jogador colombiano que deu a joelhada nas costelas de Neymar, a um metro de distância da bola. Pior, ainda, o exemplo do árbitro que sequer marcou falta. Mais grave ainda o exemplo da Fifa que não puniu o agressor nem o juiz conivente. A única explicação plausível para a atitude inconsequente, irresponsável e incivilizada de Züniga foi a de que ele quis agradar o técnico argentino da sua seleção, tirando Neymar da disputa.

Esclarecendo
Muita gente bem intencionada me perguntando sobre a participação do PT no secretariado do prefeito Silveira Júnior. Respondo que sei o que todos sabem. Ou seja, o que sai na imprensa. Não participei das discussões que levaram ao resultado exposto na seleção escalada pelo chefe do executivo. O PT, em suas instâncias, que eu saiba não fez nenhuma discussão sobre este formato a que se chegou. As correntes não foram consultadas. A única pessoa que achou que minha opinião vale alguma coisa foi a secretária nomeada, de Cultura Isolda Dantas, que me procurou para uma conversa pessoal. A direção do partido não me pediu opinião, nem deveria, pois não represento nada nem ninguém. Mas bem que poderia ter discutido, como é de hábito no PT. Em uma reunião plenária, onde os filiados tivessem a oportunidade de expressar suas opiniões. Mas... Deixa pra lá. Faz tempo que o PT de Mossoró ficou por demais estranho, esquisito, diferente daquilo que sonhamos e construímos ao longo de 35 anos, perdendo muito da sua autenticidade e da sua autonomia. Só quero esclarecer que nada tenho a esclarecer sobre o resultado final que ora está indo a público. Mas... Desejo sucesso. Como de resto, desejo a todos os outros secretários nomeados, mesmo não tendo inteligência para alcançar a magnitude da reforma anunciada. Nestes tempos em que o papel de torcedor é tão importante, só me resta torcer, pelo bem de Mossoró, esta pobre terra rica.