sábado, 6 de dezembro de 2014

A Lista dos Schindler pelo avesso

Uma das melhores descobertas da Comissão da Verdade é a confirmação de que a ditadura sofrida pelo Brasil não foi apenas uma ditadura militar, mas acima de tudo, uma ditadura civil-militar. Não é absolutamente uma novidade, pois um dos filmes, se não me engano, “O Que é isso, companheiro”, dirigido por Bruno Barreto foi criticado por querer mostrar que a ditadura não era apenas militar, mas também civil, com ampla participação da iniciativa privada no financiamento e apoio político do golpe que derrubou Jango e da consolidação da ditadura que durou vinte anos. O Jornal A Folha de São Paulo, é acusado até mesmo de emprestar suas kombis para transportar presos políticos a caminho das câmaras de tortura. Houve até usineiro que emprestou o forno de queimar o caldo da cana para fazer o açúcar que cedeu o equipamento para queimar militantes da esquerda, caso do grande deputado potiguar Luiz Maranhão. No Nazismo não foi diferente. O filme A Lista de Schindler mostra côo empresas estiveram diretamente ligadas aos interesses do III Reich. Schindler foi uma exceção ao aproveitar as facilidades que desfrutava junto ao regime para salvar uma boa quantidade de judeus. Sabe-se que a IBM, que Coco Chanel e milhares de empresários deram apoio fortíssimo ao carrasco da humanidade, em nome do combate ao comunismo e aos judeus. Como em 1964 e a exemplo do nazismo, há empresas de grande porte dando apoio às estripulias de Aécio neves, para botar idiotas nas ruas de São Paulo, com especialidade, mas também de outras cidades. Já foram identificados alguns dos pesos pesados do PIB, no financiamento à bandalheira que Aécio está tentando promover com o fim de criar um clima de deslegitimação das eleições vencidas por Dilma Rousseff. Foi constatado que o site que convoca os “militantes” é registrado em nome de uma tal Fundação Estudar, de CNPJ: 040.287.005/0001-61 e tendo como responsável um tal Fabio Tran. Estranho uma Fundação ser a dona do site de mobilização contra o Governo. Pois bem, uma pesquisa no Google mostra que os fundadores desta tal Estudar são Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles. Alguns dos empresários mais ricos do país. São donos de Ambev, do Burguer King e outras franquias. Não por acaso, os “bonzinhos” empresários financiadores de Aécio, ganham os tubos de dinheiro cada vez que as ações da Petrobrás caem de valor, diante das “manifestações em defesa da ética”.

Detonando
O velho ditado de que não se pode matar a vaca para atingir o carrapato, cabe muito bem na atitude mesquinha e cretina do senador eleito, José Serra. Acabou de declarar numa reunião com militantes tucanos que quando era governador de São Paulo, mancomunou-se com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, seu ex-colega de faculdade para de forma mal intencionada colocar Campinas no projeto do Trem Bala com o intuito, não de beneficiar campinas, mas sim, de retardar o projeto a ponto de inviabilizá-lo. E conseguiu. Um dia, porém São Paulo terá o Trem Bala, talvez com uns dez anos de atraso e verá o mal que José Serra lhe fez no afã de prejudicar o governo do PT.

Clima
Impossível abafar o clima de profunda insatisfação nos intramuros do PT de Mossoró. Uma boa limonada vem se transformando aceleradamente em limão muito azedo.

Robinson
A cúpula estadual do PT conversou anteontem com o governador eleito Robinson Faria. Este colunista teve a oportunidade de participar de uma reunião que antecedeu aquela conversa. A preocupação número 1 é a de que o PT não pode se deixar enganar como em parcerias anteriores em que o PT sempre entra com o pescoço enquanto os parceiros entram com a corda e administram o cadafalso. Há muita esperança de que “nada do que foi será...”