quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Suécia, um modelo para o mundo. Lá, o 1º ministro é chamado de ‘Lula do Norte’

Reproduzo neste espaço artigo de Abdias Duque de Abrantes, jornalista, servidor público, advogado e pós-graduado em Direito Processual do Trabalho pela UnP, sobre a Suécia, onde o primeiro ministro Stefan Löfven é apelidado de "Lula do Norte". Cabe uma reflexão sobre o motivo do apelido. Mas, importante mesmo é ler o artigo. Ei-lo: A Suécia é um país nórdico, localizado na península Escandinava, na Europa Setentrional. Possui uma população de cerca de 9,2 milhões de habitantes. A capital e maior cidade da Suécia é Estocolmo (com uma população de 1,3 milhão na área urbana e de 2 milhões na área metropolitana), centro do poder político e econômico do país. O sueco é desde julho de 2009 a língua oficial da Suécia, sendo falado pela maioria da população. Cerca de 75% da população sueca é ateia ou agnóstica, apesar de a religião ser absolutamente livre e de o ensino de religião (todas) nas escolas ser obrigatório. Os católicos representam cerca de 1,9% e os pentecostais, cerca de 1%. Outras religiões (islamismo, judaísmo, igreja ortodoxa e outras), somadas, dão cerca de 11%. A Suécia é uma monarquia constitucional com um sistema parlamentar de governo, com uma economia altamente desenvolvida e diversificada. O principal órgão legislativo da nação é o Riksdag (Parlamento da Suécia), com 349 membros que escolhem o primeiro-ministro do país. As eleições legislativas são realizadas a cada quatro anos. O país ocupa o quarto lugar do mundo no Índice de democracia, depois da Islândia, da Dinamarca e da Noruega, segundo a prestigiada revista inglesa "The Economist". O ex-metalúrgico e ex-sindicalista, Stefan Löfven do Partido Social Democrata, é o primeiro-ministro do país desde 3 de outubro de 2014, pondo fim a um período de preponderância de governos conservadores. Depois de ter trabalhado nos correios e numa serração, Stefan Löfven esteve empregado como soldador numa empresa de fabrico de material de guerra em Örnsköldsvik entre 1979 e 1995. A partir de então, foi muito ativo no poderoso Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos, um dos maiores sindicatos do país, e uma importante organização do movimento operário social-democrata na Suécia, tendo sido presidente no período 2006-2012. Stefan Löfven é normalmente apelidado de “Lula do Norte”, pela imprensa europeia. Alcunha, aliás, endossada por ele próprio: após várias visitas a São Bernardo do Campo - SP, berço do movimento sindical brasileiro, ele se transformou em admirador do ex-presidente brasileiro. Para não quebrar a estrutura da coluna, vamos dividir o restante do artigo em notas curtas.

Elogio
“Sou um grande admirador do presidente Lula e posso dizer que fico lisonjeado com essa comparação. Nós temos trajetórias parecidas: ambos viemos do movimento sindical e depois entramos para a política. Isso fica claro quando nós nos encontramos. Lula é sem dúvida uma das minhas maiores inspirações”, disse o primeiro-ministro da Suécia Stefan Löfven. O país é considerado um dos mais socialmente justos da atualidade, apresentando um dos mais baixos níveis de desigualdade de renda do mundo. 

Direitos iguais
Isso se reflete no fato da Suécia estar, desde que a ONU começou a calcular o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de seus membros na década de 1980, entre os mais bem colocados países do mundo de acordo com o indicador. Os direitos são iguais para homens e mulheres. E as conquistas sociais são uma realidade em todas as ilhas que formam a Suécia. Os suecos têm de graça tudo que é essencial: saúde, educação e conforto. E quando uma criança nasce, o pai e a mãe têm os mesmos direitos. Um ano e quatro meses em casa para cuidar do bebê. A família pode escolher a época de tirar a licença até a criança completar quatro anos. 

Políticas públicas
O sistema escolar é em grande parte financiado pelos impostos. O governo sueco trata escolas públicas e privadas igualmente. A merenda escolar é gratuita para todos os alunos. A Suécia oferece creches que funcionam durante a noite e finais de semana para atender pais que trabalham em turnos não convencionais. A Suécia tem um histórico de bom tratamento para pais que precisam de creches e regularmente está entre os países apontados entre os melhores do mundo para criar os filhos. 

Diferenças menores
As crianças têm todos os direitos garantidos: estudam de graça dos seis anos de idade até a universidade. Na Suécia, as diferenças entre os sexos são cada vez menores. Lá, homens e mulheres têm as mesmas oportunidades e dividem os mesmos espaços – em casa, na universidade e no trabalho. As leis são sempre aperfeiçoadas para proteger a mulher da violência doméstica e do tráfico sexual.