terça-feira, 12 de agosto de 2014

Folha de S.Paulo afirma que PSB de Wilma recebeu milhões de Henrique

É“com que se balança menino” nas rodas de conversas sobre a política potiguar, quando se discute a motivação da retirada da candidatura favorita de Wilma de Faria ao Governo do Estado, mesmo estando em primeiríssimo lugar nas pesquisas e tendo uma firme posição de Eduardo Campos em favor da sua candidatura ao governo para fazer palanque para ele aqui no Estado, inclusive com a promessa de garantir o financiamento da sua campanha diferentemente do caso atual em que ela disputa vaga ao Senado e está num palanque com dilmistas e aecistas. Não há o que esconder, nem estou fazendo nenhuma acusação, pois o assunto é público. O que se diz sem reservas nas escolas, nas ruas, campos, construções, bares, igrejas, paradas de ônibus e feiras livres, é a de que o PSB de Wilma teria recebido de Henrique, num acerto com pagamento pré-pago, a bagatela de R$ 12 milhões. Será mentira ou será verdade? É a pergunta que não quer calar, como na música de Salvador Bellone, consagrada na interpretação de Renato e seus Blue Caps. Agora, o assunto sai do campo dos boatos para entrar na seara das denúncias. E vem nas asas de um jornal que tem grande credibilidade no meio da direita brasileira, com especialidade nos meios jurídicos que fizeram quase todo o processo de judicialização do chamado “mensalão do PT” com base nos órgãos  de imprensa do chamado PIG, do qual a Folha de S.Paulo é ponta de lança. E o que diz a Folha, em sua coluna Painel? Diz, sem meias palavras, que o PSB de Wilma recebeu dinheiro do PMDB de Henrique Alves depois do ‘Acordão’. A importância seria de R$ 2,3 milhões... Bem abaixo dos R$ 12 milhões comentados por estas bandas, mas que corresponde a uma fortuna capaz de conferir o título de “milionário” a qualquer cidadão, visto que nos EUA as pessoas ganham esse título a partir da hora que acumulam um milhão de dólares, montante equivalente aos R$ 2,3 milhões que Henrique teria dado, segundo a Folha, ao PSB de Wilma para ela retirar sua candidatura de governadora, limpando a área para ele, que tremia de medo de enfrentá-la. Diz a coluna Painel: “Sendo assim, pode-se imaginar como o candidato a governador do PMDB, Henrique Alves teve tanta facilidade para fazer uma aliança com a candidata ao senado Wilma de Faria e juntar tantos partidos...”  Esta afirmativa indica que Henrique comprou uma “reca” de partidos entre os que, para além do alinhamento político ou pessoal, como é o caso de João Maia, forma uma sopa de letrinhas nos cartazes de Henrique à custa de “Money”. Aquilo que chamamos neste canto de página de “compra no atacado”, primeira fase da corrupção eleitoral que a Justiça faz que não vê. A segunda fase é a “compra em grosso” quando a negociata leva a cooptação de prefeitos, vereadores e ex-prefeitos e candidatos derrotados, mas que têm “uma banda dos votos da cidade”, um pouco mais ou um pouco menos. A terceira é a “compra no varejo” quando o candidato compra vereadores, lideranças comunitárias e cabos eleitorais, e por fim, nos dias que antecedem o pleito até o momento da chamada “boca da urna” acontece a quarta e última fase, que é “compra no queima” que decide eleições quando a diferença nas pesquisas é muito pequena.

E tem mais
Pois bem... A denúncia acima está em um jornal de circulação nacional. Resta esperar agora a confirmação da outra conversa que circula a boca pequena. A de que o DEM também está vendido a Henrique ao preço da concessão para exploração do posto de combustíveis de aviação do aeroporto de São Gonçalo, para Felipinho Maia, o insignificante deputado que Agripino estatizou como Tarcísio fez com ele, porque como ele próprio, o filho não deu para outra coisa.

Mais exportações
A Petrobras pretende exportar cerca de 250 mil barris de petróleo por dia, no segundo semestre, 51% a mais que o exportado no primeiro semestre do ano. Essa projeção e outros anúncios foram feitos hoje (11) durante a apresentação para investidores dos resultados da empresa no segundo trimestre, na sede da empresa, no centro do Rio.

Ziraldo se declara
O escritor Ziraldo abriu o jogo em plena telinha da TV: “Eu amo a Dilma Rousseff. E ela vai ganhar a eleição porque Aécio está cometendo dois erros: Primeiro, ela está numa agressividade, em que ele perdeu a classe; A outra coisa: ele está batendo muito na Dilma. E na cultura brasileira, numa mulher não se bate nem com uma flor. E a imagem é de que ela é a moça que se esforça. A imagem aquela projeta para o povo é a imagem da moça que se esforça para dar certo. A dona de casa esforçada. Esta a qualidade que todo pai de família quer para a filha. E o Aécio, que é o único adversário dela, porque esse rapaz de Pernambuco não tem a chance nenhuma. Você não desmancha essa imagem atacando. Ele não pode mudar o jeito dele de ser. Eu que digo que não devem falar da Dilma. Não falem mal da Dilma que vocês vão se estrepar.”