sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Presidente sem partido...

OBrasil já testou e deu errado. Nada mais fácil que descer o cipó de aroeira em tudo quanto é político e mais ainda nos partidos, com nossa tradição de siglas fragilizadas, siglas de aluguel, vendas de partidos, agremiações partidárias com donos, caciques e coronéis e mudanças de siglas como quem troca de roupa... Enfim, a nossa tradição partidária é muito pouco recomendável. São poucos os partidos que podem se dignar a ter esse nome. O PT é sempre citado como o único, mas por dever de justiça, reconheço que o PC do B, mesmo com uma significativa abertura nos últimos tempos, preserva a sua condição de partido de fato. Uma coisa é certa e como tal é indiscutível e indubitável: Democracia só se faz com partidos. Inclusive, com aqueles que não são lá muito democráticos. Ruim com eles, pior sem eles. O gasturento blogueiro da Veja Reinaldo Azevedo, um ex-esquerdista que virou nazista mas não deixou de ser inteligente apesar da estultícia que o guia, para provar a exceção da regra, disse ontem algo que se aproveita. E muito. No seu processo doentio de demonização do PT, ontem admitiu que Marina seria, a seu ver, ainda pior que Dilma, pois os problemas do PT são deste mundo. E Marina não só é uma mistificadora, como, e isto é mais grave, não tem partido. E lembra com muita propriedade que o Brasil já se atreveu a eleger dois presidentes da República que não tinham em torno de si partidos para segurar a peteca junto com eles. Dois homens que se apresentaram como messiânicos, predestinados, dados ao heroísmo. Que buscavam fazer crer que eram, cada um a seu tempo, a última pedra do bisaco no sorteio que decidiria o destino histórico do Brasil. Ambos cheios de certezas, de convicções, ungidos das bênçãos divinas e bafejados por todos os oráculos para erguer das cinzas, tal qual Fênix, uma pátria esmorecida pelos erros da tal “classe política”, ou seja, de tudo que “estava aí”, como agora se diz Marina da Silva. Foram eles: Jânio da Silva Quadros e Fernando Afonso Collor de Melo. O resultado toda criança de 5.º ano sabe. Uma renúncia e um impeachment e a necessidade de anos para por o Brasil nos trilhos depois das suas extravagantes passagens pelo Palácio do Planalto. Agora temos Marina da Silva, habitando, de favor, em um puxadinho de um partido que antes criticava, candidata a presidente por força de uma tragédia, sem projeto, sem programa, sem perfil e partido. Diz que não precisa de programa de governo porque sua postulação não é programática, mas sim “sonhática”. Seja lá o que isso queira dizer. Que seu sonhar não nos traga um pesadelo maior que a queda do avião de Eduardo Campos, que já trouxe dor demais para tanta gente.

Erro crasso de Dilma
Não bastassem os trágicos exemplos de Joaquim Barbosa e outros trastes nomeados por Lula para Tribunais Superiores da Justiça brasileira, a presidente Dilma achou pouco e persistiu no erro. Nomeou para o Tribunal Superior Eleitoral Luciana Lóssio, mesmo depois de ela haver mostrado sua parcialidade no processo de Serra do Mel, quando de maneira absurda tomou a Prefeitura de Manuel Cândido do PT para deixá-la nas mãos do filho da candidata derrotada, provocando uma nova eleição, em que o prefeito interino se tornou candidato e usou e abusou da estrutura comprando a peso de ouro uma eleição, deixando dívidas tão astronômicas que ainda não conseguiu pagar nem dar sossego ao cofre municipal.

Erro crasso de Dilma II
Agora, a verdadeira face de Luciana Lóssio é escancarada para o Brasil inteiro, ao tornar-se relatora do processo de Arruda, candidato a governador de Brasília, que foi preso por flagrante de recebimento de propina e depois foi cassado no chamado “Mensalão do DEM”. Lá está Luciana Lóssio, ex-advogada dele, como relatora do processo. E lá está o mesmo José Roberto Arruda, com a cara mais lisa que a testa, candidatíssimo a governador do Distrito Federal, onde é conhecido por roubar para se eleger e se eleger para roubar.

Insanidade israelense
Cada dia me convenço mais de que o ódio faz muito mal a quem o pratica. Israel gasta 60 milhões de dólares por dia, para atacar Gaza. Mesmo deixando um rastro de sangue, ossos e lágrimas, especialmente de inocentes, Israel está perdendo feio a batalha midiática. O mundo não é mais o mesmo em relação a esse conflito. Todos sabem quem é o vilão. Alguns apoiam porque são adoradores do mesmo diabo que habita o coração de Netanyahu, o Hitler do século 21.