sábado, 9 de agosto de 2014

Jesus se envergonharia dos cristãos que hoje apoiam Israel

Maquinando com o juízo em busca de um bom tema para esta coluna domingueira, eis que me deparo com uma mensagem no Twitter que traz anexo um texto de Lelê Teles que cai como uma luva para uma necessária reflexão sobre o que acontece nas terras da Palestina hoje divididas entre o país onde se instala o Estado sionista de Israel e a Faixa de Gaza, onde se espremem os palestinos, donos originais daquele chão. Transcrevo o que diz Lelê porque acho que meus leitores merecem a oportunidade de trabalhar nas suas mentes e nos seus corações com estas informações. Vejamos:  Tenho visto ultimamente uma estranha e bisonha ligação entre os cristãos e o Estado de Israel. De certo porque muita gente confunde uma religião com uma nação, ou com uma etnia. Em primeiro lugar, se você reproduz o discurso da mídia velha de que há uma guerra entre Israel e a Palestina, pode passar ali no guichê e pegar o seu diploma de trouxa. Guerra é o nome que se dá a um conflito entre nações, ou melhor, entre as forças armadas destas nações; matar mulheres, velhos e crianças é um massacre, não é guerra. E se você acredita que os palestinos usam frágeis crianças como escudo, você subestima o poder de fogo de um fuzil e pode passar ali na recepção para pegar o seu crachá de midiota. Fico pensando, o que seria usar crianças como escudo? Vou tentar construir uma imagem para ver se funciona: O cabra do Hamas coloca um bebê no braço esquerdo, tipo Capitão América, e enfrenta as pesadas armas de fogo do poderoso exército israelense. O bebê desvia as balas e o cabra do Hamas avança faca nos dentes, estilingue na mão. Hummm. Acho que não, hein? Digamos que os caças israelenses despejam bombas em escolas e hospitais, onde estão escondidos os guerrilheiros do Hamas, sentindo o perigo, os malvados e espertos morenões se agacham e se protegem da demolição do edifício usando uma criança como escudo. Hummm, cena bisonha essa. Construa aí, diligente internauta, uma imagem satisfatória de um guerrilheiro usando uma frágil criança como um poderoso escudo. Dito isso, digo mais. Tenho visto ultimamente uma estranha e bisonha ligação entre os cristãos e o Estado de Israel. De certo porque muita gente confunde uma religião com uma nação, ou com uma etnia. Parentes e amigos meus fazem visitas a Israel, a Terra Santa, e voltam de lá com a bandeira daquele país. Com mil diabos. Agora, por uma estupidificante associação, eles defendem o massacre dos sionistas imaginando que defendem os judeus, Deus, o judaísmo, ou sei lá o quê. Mas sei que Jesus não iria gostar nada disso. Israel pode até achar legal que católicos e evangélicos passem por lá e gastem com hotéis, restaurantes e bugigangas. Os recebem como a quaisquer turistas. E depois, você sabe, os judeus têm por Cristo a mesma consideração que temos pela Mãe Diná. Os judeus, quem não o sabe, preferiram Barrabás a Jesus. Continuemos nas Notas Curtas para manter a estética da coluna:

Mentindo por medo
Os sacerdotes judeus, essa é mole, foram os caras que entregaram o Mestre aos romanos para que o matassem. Foi lá no pátio de Caifás que Pedro, flagrado pelo sotaque, teve que negar conhecer o Galileu, pois corria o risco de ter o mesmo fim.

Gesto pouco cristão
Edir Macedo acaba de construir um templo magnífico, inspirado na megalomania de Salomão.

Gesto pouco cristão II
Foi nesse templo que agora Macedo copia, que Cristo apareceu e, qual o primeiro rapa da história, expulsou os camelôs que faziam da casa de Deus um negócio. Igualzinho ao que faz hoje o nosso ingênuo e abnegado Edir.

Ataques de fúria
Jesus só teve dois ataques de fúria: um contra a pobre de uma figueira magra e infértil; o outro, contra os camelôs, os mercadores da fé, os vendilhões do templo. Com seus amiguinhos barbudos, Jesus chegou à porta do grande templo, magnífico templo, destruindo barraquinhas, tirando baraços do pescoço de ovelhas, libertando aves ao voo volátil e arrancando o cutelo das mãos de sangradores sanguinários; e fez mais, distribuiu pernadas, cabeçadas e rabos-de-arraia.

Raça de víboras
Jesus, o Cristo, caminhou entre judeus, mas foi para um oficial romano que ele afirmou nunca ter visto um homem de tanta fé. Aos fariseus proto-sionistas, ele disse: "serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?" Mateus 23:33. Algo similar disse o nosso decapitado João Batista, o fundador do cristianismo: "dizia, pois, João à multidão que saía para ser batizada por ele: raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir?" Lucas 3:7.

Jesus paz e amor
E Jesus, caros cristãos, era contra o comportamento belicoso dos seguidores do Velho Testamento. Não se esqueçam de que na noite de sua captura, o Mestre admoestou Pedro quando este sacou uma espada. Prefiro não comentar este trecho. E golpeou um capataz do sumo sacerdote, arrancando-lhe a orelha. O que mostra que Pedrão manuseava uma espada com destreza e maestria, mas Cristo preferia flores. Pacifista, Jesus admoestou o apóstolo valente: "embainha a tua espada, Pedro, pois todos os que tomam a espada, morrerão à espada." Mateus 26:52. Atentai para este vaticínio.