sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Líder do PT suspeita que delegado prevaricou na investigação do Lava Jato

F inalmente, o PT reagiu. Primeiro, as reuniões das grandes entidades dos movimentos sociais, deliberando sobre a ida às ruas defender o governo e a legalidade; depois, a entrevista coletiva do presidente Rui Falcão falando sobre a ida do partido à Justiça contra as declarações de bandidos como Barusco e não bandidos que se aproveitam dos espaços na mídia para falarem de 200 milhões de reais doados ilegalmente ao PT por corruptores que têm grandes negócios com a Petrobras. Por fim, Sibá Machado, líder do PT na Câmara dos Deputados, questionando nos devidos fóruns as atitudes do delegado que apura o caso Lava Jato que não perguntou a Barusco sobre a corrupção antes do governo Lula, mesmo que ele tenha deixado claro que começou naquele tempo e ainda por cima, o silêncio sobre o assunto mesmo depois do bandido depoente dizer que tinha, sim, recebido propinas desde os tempos do governo FHC. Sibá questiona: “Não é só uma questão de dizer se foi no governo A ou B, mas temos que preservar a imparcialidade do inquérito e da continuidade do processo dessa natureza”. “Não perguntaram ao Barusco sobre o período FHC”. Na última quarta-feira, Sibá Machado (PT-AC) entregou à vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo e à Polícia Federal uma representação em que a bancada do partido pede aprofundamento das investigações da Lava Jato  no período do Governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O documento requer instauração de apuração para apurar desvios entre 1997 e 2003 “já que de 2003 em diante já existe investigação em curso”. A peça  toma por base declarações do ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco feitas durante delação premiada. “Para fazer uma investigação à luz do dia, que de fato ponha as cartas na mesa, não se pode omitir absolutamente nada. Qualquer omissão numa hora dessa gera muitas desconfianças”, disse Machado, ao deixar o STF.

Chantagem
Parece que as chantagens de Eduardo Cunha não têm surtido muito efeito prático. A primeira, que foi “Ministério para Henrique, já”, não saiu do canto.

O FIES e os jornalistas INFIÉIS
O FIES, programa que financia 1,9 milhão de bolsas para filhos de trabalhadores estudar em universidades privadas, está tendo destaque na mídia não pelo que tem de bom, mas pelo fato de estar com seu site travado. Não vi nenhum noticiário repercutir o que foi dito pelo ministro da Educação, Cid Gomes, de que isso está acontecendo porque o MEC não está aceitando os aumentos abusivos nas mensalidades destas universidades privadas onde estudam estes quase dois milhões de jovens pobres.

Privada
Se não têm a dignidade de informar isto, imagine se a mídia safada é capaz de informar que nos oito anos de FHC nenhuma universidade pública federal foi criada, mas que proliferaram nada menos que 861 universidades e faculdades privadas.