quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Não digo que está tudo bem. Mas... é preciso admitir que nem tudo está mal

Tenho ouvido colegas de imprensa dizendo que está tudo muito ruim, que o Brasil já ultrapassou a beira do abismo e que se precipitou aos bagaços, no fundo do poço. E sempre que abordam este assunto, fazem questão de dizer que “Para os petistas está tudo as mil maravilhas”.  Não é verdade uma coisa nem outra... Nem a outra. Não é verdade que “para os petistas está tudo bem”. Não vejo nenhuma liderança do PT negando que exista uma crise. Aliás, o PT sabe disso muito bem, porque administra esta crise desde 2009 quando explodiu no Brasil com força de tsunami a crise que estava estraçalhando a Europa e os Estados Unidos desde 2008. Um tsunami que Lula matou no peito e chamou de marolinha, com a mídia nativa espumando de ódio e torcendo sem reservas e sem meios termos que a tragédia que se abatera sobre as economias centrais do capitalismo se abatesse sobre o Brasil com força de mil bombas atômicas. O que importaria aos bajuladores dos Estados Unidos, que o Brasil quebrasse, se o País dos seus sonhos, a sua eterna “Disneylândia” estava com a economia no rés do chão? Quebrar o Brasil na mão de Lula seria a glória para essa gentalha de luxo que cultiva em meio ao whisky o caviar, o seu genético complexo de vira-latas. Afinal de contas para estes idiotas, o Brasil “é apenas um detalhe”. O que importa mesmo é o que emana da Casa Branca e do pentágono. Os petistas usam a autocrítica como metodologia política. É um processo permanente. Isso é praxe histórica na esquerda. Portanto, o partido sabe muito bem que tem crise, mas há de se convir que não seria lógico que um partido que está governando saia por aí irresponsavelmente detonando o governo. Seria, no mínimo, autoflagelação, autoimolação ou, em caso de briga interna, uma tremenda autofagia. Este papel de criticar aos quatro ventos é da oposição. E a oposição infelizmente o cumpre com incompetência e muita irresponsabilidade. A ela pouco importa matar o boi, se isto lhe permitir atingir o carrapato. A crise existe, mas não é tão profunda nem tão abrangente. Para ser sincero, não representa nem uma terça parte do que foram as crises enfrentadas pelo Brasil no tempo em que os tucanos governaram. Exatamente os tucanos que ora criticam, como se com eles o Brasil não vivesse rastejando aos pés do FMI e o FMI não vivesse aqui pisando no pescoço dos governos subservientes da época. De modo que não é verdade que a situação seja tão caótica quando querem fazer crer. Assim como não é verdade que não existe crise. Inclusive crise política. A eleição de Eduardo Cunha foi uma derrota poderosa para o governo, apesar de ser ele de um partido aliado. É isto que prova que a crise existe, porque um candidato do partido aliado tem a vitória comemorada pela oposição. Resta saber quem enganará mais o senhor Eduardo Cunha... Com certeza, o PT, mais uma vez enfrentará de frente, esta crise. E mais uma vez vencerá. A mídia, que serve de muleta à oposição golpista e porra-louca, não conseguirá o seu intento de aplicar um golpe via impeachment, porque quem tem base social e credibilidade é o governo, apesar de todo o desgaste que ora sofre. A mídia, no seu braço político, não é tão vista nem tão ouvida nem tão lida como pensa que é. Tampouco é tão acreditada entre os poucos que a leem, veem e a ouvem.

Sem graça
Desculpe o trocadilho, mas a Petrobras está sem graça diante de um bombardeio sem tréguas. E sem Graça ficou, com a saída da presidenta Graça Foster. E ela saiu porque estava rifada pelos que querem detonar quem quer que seja para atingir Dilma e, se possível atingir Lula, o ex-presidente que arrisca ser também o futuro. 

Artificial
Com a saída de Graça Foster as ações da empresa se valorizam em 18% num dia. Não parece demais? Não parece artificial? Cheira a excesso de especulação. Só os abestados não conseguem o que tem por trás deste ninho de canção. Resta saber qual é a reação do mercado diante do novo nome a ser anunciado. Será um bom termômetro. Um termômetro para saber o que querem os críticos e também para baixar  temperatura, tirando fogo do fundo da frigideira...

Na moita
Lula está na moita, mas não escondido. Está entrincheirado, ajudando a administrar a crise. E começa a dar as cartas e começa a desmanchar o jogo da oposição. Ele sabe que a briga é com ele. O primeiro trimestre de 2015 é o primeiro grande ensaio para o terceiro trimestre de 2018, ano da eleição presidencial.

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Ilustração que corre na internet diz muito sobre o que está sendo dito.