segunda-feira, 17 de março de 2014

A oligarquia unificada

A perspectiva de uma chapa majoritária com Henrique Eduardo ALVES para governador, João Maia para vice, Vilma de Faria para senadora, com Sandra Rosado, do PSB, Fafá Rosado, e Walter Alves do PMDB e Felipe Maia, do DEM para a Câmara Federal é uma boa tentativa de manutenção das oligarquias vivas. Na verdade, não se trata mais de oligarquia, mas “a oligarquia”. A palavra oligarquia quer dizer “governo de poucos”. Pode ser uma oligarquia financeira, militar ou de qualquer outro caráter. No caso potiguar trata-se de oligarquias político-familiares. Três famílias dominam a política potiguar há quatro décadas: Alves, Maia e Rosado. As oligarquias já fizeram a prática da “cissiparidade” fenômeno biológico em que uma célula se divide em duas para ocupar espaço em um corpo vivo. Mesmo assim não deixaram de ser grupos coesos na luta por interesses familiares. Independente de estarem unificados em um corpo só ou partidos em dois ou três pedaços como os Rosados em Mossoró atualmente, há sempre o comportamento oligárquico. Agora, a chapa que vai ser lançada em 28 de abril, com Henrique João Maia e Wilma, contemplando outros Maias e Alves e um segmento dos Rosados, caracteriza “a oligarquia”. Agora tri-familiar, desmascarando a ideia que venderam por todo este tempo de que tinham projetos ou mesmo interesses diferenciados. Agora, temos caciques, de calças ou de saias, todos num barco só. A taba de Poti está unificada, o cachimbo da paz fumado a três na pajelança do chapão. Garibaldi, Henrique, José Agripino, Wilma (ex-Maia), Sandra e mais alguns Rosados dançando o mesmo toré. São as oligarquias fundidas numa só: Rosalves Maia. Só falta Henrique chamar esta armação de “Paz Pública” como costumava fazer o seu próprio pai. Depois disso, só vai ficar faltando um detalhe: Combinar com o povo... E os índios desta aldeia costumam derrubar palanques com excesso de caciques.

Rosalba Ciarlini
Faltam grandes parceiros à governadora Rosalba Ciarlini para formar um palanque significativo. Até mesmo prefeitos que não costumam ser arredios aos corredores da governadoria, não parecem muitos dispostos a marchar com ela.

Prefeitos
Henrique diz ter uns cinquenta e cinco, número de Robinson que parece ter uns vinte e poucos, os quais somados com os quatro do PT podem beirar a casa dos trinta. João Maia, deve ter pra mais de quarenta, que é o número de Wilma de Faria que tem mais uns trinta e bote força. Se for verdadeira a contabilidade de cada um, não ficam nem trinta prefeitos para a governadora investir com as moedas de troca que um governo forte pode oferecer. Imagine-se um governo em momento de tanta fragilidade.

Dificuldades
Além disso, Rosalba não conta quase com deputados. Não fosse a óbvia insistência de Robinson em se manter vice-governador, visto que sua renúncia seria esdrúxula, pois nada fez que merecesse sair do cargo, ela já estaria cassada por força de um impeachment que a Assembleia Legislativa parece querer fazer, mas é freada pelos interesses dos seus candidatos majoritários que temem Robinson governador e candidato à reeleição.

FotoLegenda
Para quem critica de maneira irracional e odiosa, as cotas raciais para entrada na universidade e o ProUni, eis um exemplo que enche o Brasil de orgulho. Jeniffer Silva tinha a carteira assinada como “faxineira”, agora na sua carteira consta “assessora jurídica”. Se a “zelite” odeia Lula por essas coisas, não tem problema: pode continuar espumando ódio. A caravana da cidade vai continuar passando.