segunda-feira, 31 de março de 2014

Hoje é o aniversário do golpe militar, a grande mentira nacional

Primeiro de abril e não 31 de março de 1964. Esta é a data que, de fato, aconteceu o golpe militar, que os propagandistas do regime chamam de “revolução”. “Historiadores” contratados correram às pressas e, movidos pela alienação ou pelo dinheiro, para sacramentar a data de 31 de março como dia “da gloriosa”. Não podia ser 1.º de abril porque na tradição popular, o dia é dedicado à mentira. Mas... A mentira correu solta e até hoje ainda viceja, mesmo que seja uma planta tida como erva daninha e que ninguém a quer nos seus roçados. A primeira mentira foi a de que aquilo era uma revolução, quando na verdade era uma involução histórica. A reação a um processo que não chegava à condição de revolução, mas que estava buscando materializar reformas que dariam ao Brasil um status de País realmente em desenvolvimento. O Brasil seria outro hoje, se as reformas de base tivessem sido levadas a efeito. A outra grande mentira foi a de que logo os generais sairiam do poder, pois, com o país fora do “risco da ditadura comunista”, eleições livres seriam feitas. Sonho frustrado de Carlos Lacerda, o corvo que logo foi depenado pelo regime que recebeu seu apoio. Mentira maior foi a de que o Brasil estaria livre de uma ditadura, que no caso seria comunista. Jango nunca teve esse interesse, pois nem comunista era. Os comunistas do PCB eram tão conciliadores que não tem como alguém, em sã consciência, acreditar que eles seriam capazes de almejar o poder central. A outra, maior ainda, foi a do desenvolvimento. Muitas obras foram vistas, sim, mas as essenciais, não. Na sua maioria, grandes obras faraônicas, deixando o rastro de uma dívida externa estupenda. De três bilhões de dólares de dívidas, em 142 anos, desde o Grito do Ipiranga até a queda de Jango em 1964, em menos de vinte anos os milicos no poder a transformaram em uma dívida astronômica de cerca de 150 bilhões de dólares, dos quais, quase 50 bilhões de dólares por ano sugavam a renda nacional, matando por inanição a nossa capacidade de investimento. Mentira maior ainda foi do combate à corrupção. Nunca se viu tanta roubalheira do dinheiro público na época dos militares. A diferença de hoje é que ninguém podia dizer nada, pois se criticasse quem estava sendo roubado, ia para a cadeia e seria torturado como terrorista. Esta foi a grande mentira nacional: o golpe de 1.º de abril.

Frase do mês
José Mujica, presidente do Uruguai, sobre Lula: “Lula é uma figura fora de série. Vocês não se dão conta porque o têm o tempo todo."

Frase do ano
Dilma disse em seu discurso oficial sobre 1964: Verdade não é esquecimento, não é ódio, não é ressentimento, mas não é perdão.

Sobre corrupção
Nota que corre na internet. A pura verdade: Durante algum tempo, a imagem de abnegados patriotas foi vendida como verdade absoluta sobre os militares golpistas de 1964. Mas sem oposição e com a imprensa amordaçada, a corrupção alcançou níveis inimagináveis. A construção da Transamazônica, por exemplo, consumiu mais de US$ 2 bilhões, valores da época. Em valores atualizados, chegariam a cerca de R$ 40 bilhões, e sua obra não foi concluída, sendo entregue sem pavimentação na maior parte de seus 4.000km de extensão. Você sabia? Ditadura, nunca mais!