sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Henrique punido por mentir contra Robinson e detonado por mídia nacional

OBlog do Barbosa de Natal informa que o juiz federal Marco Bruno Miranda determinou direito de resposta à coligação “Liderados pelo Povo”, do candidato a governador Robinson Faria (PSD) no programa eleitoral de rádio do candidato Henrique Eduardo Alves (PMDB) pelo tempo de 1 minuto. A decisão se baseia em inverdades que o candidato do PMDB teria dito contra Robinson Faria. Em sua decisão, o magistrado é categórico ao afirmar que os advogados da Liderados pelo Povo juntam prova documental indicativa de rompimento político entre o candidato Robinson Faria e a governadora Rosalba Ciarlini, “fato efetivamente divulgado com intensidade à época na imprensa”. O magistrado diz ainda que “a propaganda eleitoral impugnada, sublinarmente, induz a erro o eleitor e lhe incute a ideia de que o candidato Robinson Faria teria exercido a função de secretário dos Recursos Hídricos todo o mandato e que, por isso, seria ele responsabilizado pelos nefastos impactos da seca na vida dos norte-rio-grandenses”. A decisão observa ainda que “no momento em que se faz menção ao exercício dessa função, procura estabelecer uma vinculação mais decisiva com as políticas públicas estaduais referentes ao tema”. Reitere-se: porque decorrente de ato administrativo válido, a destituição de Robinson Faria da função de secretário é fato público e notório. Assim, é sabidamente inverídico que ele não mais exercia essa função, pelo que qualquer menção, ainda que subliminar, de veiculação jurídica ao governo sob esse status. A estratégia do programa de Henrique Alves de colar Robinson ao governo Rosalba não tem sido eficaz. Além de contestado pela justiça, não tem efeito junto ao eleitor que sabe que Henrique participou ativamente da administração do DEM no Rio Grande do Norte. Pode também ter um efeito colateral para a campanha de Henrique, colocando Robinson Faria como opção de voto para os eleitores de Rosalba. Enquanto isso a mídia nacional está no encalço de Henrique cavando informações sobre a possibilidade de ter ele recebido propinas do diretor da Petrobras que ora faz a delação premiada e enrolou Henrique no pacote da sujeira. Mas tem muitas coisas anteriores que jogam Henrique para baixo, como naquele tempo em que ele era candidato a governador e tentou saltar para candidato a vice-presidente de José Serra e terminou caindo para deputado federal como dantes, bem como as denúncias que lhes surgiram quando candidato a presidente da Câmara se salvando por ter o apoio do PT a quem agora ele trai vergonhosamente. Ah... Henrique. E ainda tem aquelas coisas de Playboy, Copa do Mundo, pula-pula de galho em galho e ficha em branco depois de 44 anos de mandatos federais.

Cadê o pedido de desculpas?
É comum ver-se as acusações aos petistas em vésperas de eleições serem desmoralizadas logo depois do pleito. Agora a verdade está chegando mais rápido. É que com as redes sociais, a mentiras têm as pernas tão curtas quanto antes, mas a verdade tem pernas mais esticadinhas. Ontem, uma comissão de sindicância instalada no Senado para apurar manipulação de depoimentos prestados à CPI da Petrobras, conforme afirmou a revista Veja, concluiu que "não houve qualquer indício de vazamento de informações privilegiadas, de documentos internos" e decidiu arquivar o processo. A diferença do caso Erenice Guerra e tantos outros é só que a verdade aflorou antes mesmo de fechar as urnas... Pois bem. E agora? Algum pedido de desculpas?

Impressionante
Até petistas carteirinha no rádio estão embarcando no discurso da imprensalona, chamando de “ataques” as respostas de Dilma Rousseff aos ataques de Marina da Silva e (bo)Neca Setúbal. Afinal de contas, o direito de resposta só existe para adversários que já é dona do direito de ataque, agressão, calúnia, difamação, denuncismo e vilania.

Alerta geral
Os coordenadores da campanha de Marina da Silva andam com as orelhas quentes com dados de pesquisas que não são explorados nas análises. É que um quinto dos que consideram o governo de Dilma ótimo e bom ainda não lhe declaram o voto, pois ela tem 30,5% em 38%. Já Marina tem mais da metade de seus eleitores com um julgamento entre ótimo, bom e regular do governo Dilma: 18,3 em 31%. Ou seja, gente que, em se livrando do efeito emocional que lhes fez optar por Marina mesmo gostando de Dilma, pode mudar a qualquer momento.