sábado, 26 de abril de 2014

30 anos da Campanha ‘DIRETAS JÁ’

Lembro o dia em que subi ao palanque armado na Praça do Relógio do Alecrim em Natal para recitar o poema “Fé na Urna e Pau na crise”, sobre as eleições diretas para Presidente da República do Brasil. Ali em cima do palanque tive o privilégio de estar com Chico Buarque de Holanda e suas irmãs, Miúcha e Cristina Holanda, o futuro presidente Tancredo Neves, o deputado Ulisses Guimarães e outras celebridades. Lembro do dia em que assisti na Praça da Sé, em São Paulo, ao último comício das Diretas, depois de derrotada a Emenda Dante de Oliveira e se tentava mais uma emenda no Senado. As diretas não vieram naquele ano de 1984, mas o Brasil nunca mais foi o mesmo. A ditadura ruiu. Tancredo Neves foi eleito, não assumiu porque morreu na véspera da posse, se foi morte morrida ou morte matada ainda tem uma dúvida que fica debitada na conta da teoria das conspirações. Quatro anos depois enfrentamos a Luta para botar Lula na Presidência da República, mas a Globo com toda a mídia junto, o capital nacional e estrangeiro, os militares e tudo que se possa imaginar, inventaram e puseram no palanque o “anti-Lula”, que se chamava Fernando Collor de Melo, que foi eleito e pouco tempo depois inspirava uma nova campanha de rua com proporções históricas, que foi a “Fora Collor”, campanha que acabou no impeachment do presidente eleito. Dois anos antes tínhamos feito a Campanha pela Constituinte e dez anos antes a campanha pela Anistia Ampla Geral e Irrestrita. Foram campanhas que mudaram o Brasil, que fizeram história. Mas ninguém estava ali de bobeira, tipo “Maria-vai-com-as-outras”. Havia consciência política do que se queria, do que se buscava, pelo que se lutava.  Diferentemente dos movimentos que vimos no ano passado. Apenas alguns poucos sabiam o que queriam, mas não diziam. Era um movimento frouxo, sem direção, sem bandeiras claras, sem objetivos definidos, sem lado. E deu no que deu... Se escafedeu sem deixar marcas nas paredes da memória nacional. Que bom que tivesse continuado e tivesse definido aonde queria chegar.

Tráfico
Frase sábia de um líder da Favela da Maré, Rio de Janeiro, onde montaram há pouco tempo, uma UPP – Unidade de Polícia Pacificadora: “Não tem tráfico sem polícia...”

Outra frase
Genial a frase do grande jornalista Mauro Santayana: “Aqui no Brasil existe uma extrema direita radical, mal informada e burra, que acha que, para ir contra o governo, precisa torcer contra o País”. Não só torcer, na verdade a oposição e a mídia golpista, que são as duas faces da mesma moeda, não apenas torce, elas trabalham contra o País.

ENEM
Não foi pouca a luta da direita midiática e demotucana para desmoralizar o ENEM, especialmente enquanto Fernando Haddad era ministro da Educação e pré-candidato a prefeito de São Paulo. O ENEM resistiu e se consolidou. Agora vem a resposta do outro lado do mar. As notas do ENEM irão ser aceitas como critério de seleção pela vetusta Universidade de Coimbra, Portugal.
A Universidade de Coimbra é a instituição portuguesa de ensino superior mais antiga. No ano passado, foi incluída na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO  - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Cerca de 23 mil estudantes estão matriculados na instituição. Desses, mais de 2 mil são brasileiros. Segundo site da instituição de ensino, a universidade foi fundada, "com certeza", entre 1288 e 1290. Segundo o Ministério da Educação (MEC), o uso do exame pela universidade portuguesa "é mais uma prova da consolidação do Enem como critério republicano de acesso ao ensino superior".

Imprensalona
É impressionante a sacanagem. No Estadão, a indústria cai com índice 56,4%, nos EUA a indústria cresce com 52,4. Eis a grande imprensa brasileira