quarta-feira, 9 de abril de 2014

Que medidas impopulares propõem Aécio e Campos?

E m entrevista ao site 247 na última terça-feira 8, em Brasília (DF), a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) dirigiu algumas perguntas duras, mas atinentes à campanha eleitoral, aos presidenciáveis Aécio Neves, do PSDB, e Eduardo Campos, do PSB. A principal rebatedora do governo ficou intrigada ao ler na mídia que, em ambientes privados, entre empresários, ambos têm assumido a capacidade de tomar medidas consideradas impopulares caso um deles vença as eleições presidenciais de outubro. - Eu gostaria muito de saber quais são as medidas impopulares que eles estão propondo. Tenho certeza que o povo, especialmente, também está muito curioso em saber. - Será que eles querem aumentar o preço dos combustíveis? Ou subir as tarifas de energia? Há economistas da oposição defendendo esfriar o crescimento econômico para evitar a inflação. É isso o que eles pretendem fazer: criar desemprego no Brasil? Questiona ela, sem ironia, mirando Aécio e Campos. A preocupação da senadora, ex-ministra da Casa Civil e principal porta-voz do governo no Senado, faz sentido. Defensora da administração Dilma Rousseff e dos dois governos de Lula, Gleisi teme a repetição histórica de situações do passado, nas quais candidatos se elegeram sem deixar claro, principalmente, o que pretendiam fazer em seus primeiros dias de administração. - Os presidenciáveis da oposição têm de mostrar a que vieram. Mas mostrar com transparência e honestidade. Não dá para ter um discurso diante de empresários e ali prometer medidas impopulares, e depois sair a público como defensor do povo. Para isso, basta que expliquem quais medidas impopulares, afinal, são essas que eles se propõem a tomar? Gleisi Hoffmann sabe que seu desafio é difícil de ser aceito. Ao 247, ela fez referência ao índice de 12% de apoios obtido pelo ex-presidente Fernando Henrique na mais recente pesquisa Datafolha: - Os números estão aí para mostrar a quantas anda o último presidente que governou para o mercado. O Brasil não quer mais esse tipo de fórmula que beneficia as elites e prejudica o povo. O retrato está aí, aponta ela, citando Fernando Henrique veladamente.

Pró-jumento
Um grupo de defesa da vida dos jumentos ameaçados de virarem carne de charque está se reunindo e crescendo. No último sábado houve uma importante reunião no auditório do escritório da advogada Vânia Diógenes.

Pró-jumento II
A pauta do encontro contemplou os seguintes pontos: 1. Alinhamento dos discursos com a apresentação dos documentos (duas paginas no máximo explanando cada ponto de vista - cultural, sanitário, zootécnico... sobre o abate dos Jumentos); 2. Planejamento da reunião da OAB e ida a Brasília; 3. Agendar a gravação do vídeo promocional - pró-jumento; 4. Um dos pontos levantados para esse novo encontro: Convidar a imprensa para uma coletiva de apresentação. O telefone de contato para quem quiser se engajar nessa luta é: (84) 8816-1131.

FotoLegenda
Proposição do deputado estadual Fernando Mineiro, do PT, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte devolve simbolicamente hoje, às 10h da manhã, os mandatos de deputados estaduais de Floriano Cavalcanti, Luiz Maranhão e o mossoroense Cesário Clementino. Cesário, sindicalista cuja luta foi símbolo de defesa dos trabalhadores em Mossoró, ficou completamente esquecido depois da cassação e mais ainda depois da sua morte. Seu sobrenome, diferentemente da sua história de luta e da sua dignidade, não ajuda a receber homenagens nesta capitania hereditária de Mossoró. Foi necessário um deputado com base eleitoral em Natal lembrar-se dele, porque os daqui são direitistas demais para lembrar de um político com a biografia de Cesário Clementino.