segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Manchetômetro voltou. Dilma sob fogo cerrado

Miguel do Rosário, do blog Tijolaço, fez um levantamento que mostra que a mídia está em clima de campanha contra Dilma. A este levantamento chama de “Manchetômetro”, como se faz com o “impostômetro”, que os opositores do governo fazem para medir a quantidade de impostos pagos, e o “sonegômetro”, que defensores do governo fazem para medir o montante de impostos sonegados. É claro o acirramento da guerra midiática contra o governo. Voltou aos patamares da campanha, com a diferença de que na primeira semana de janeiro deste ano temos dois editoriais favoráveis para cada quinze manchetes ou editoriais positivos. Note-se que os editoriais favoráveis são referentes aos ministros de direita que Dilma pôs no seu ministério, como Kátia Abreu e Joaquim Levy. Os editoriais neutros, como deve ser o jornalismo, não passam de três a quatro para cada quinze negativos. Em seus editoriais, o tratamento que a mídia dá ao governo é só paulada. Ela está no seu direito. Mas é também direito nosso saber que isso acontece, por isso a importância do manchetômetro. O que não é direito é uma democracia com a magnitude e complexidade da nossa ter a sua agenda política pautada por três jornais que engordaram e se enriqueceram na ditadura, lutando contra a democracia. Miguel do Rosário pesquisou a cobertura agregada dos três jornais impressos: Folha de S. Paulo, O Globo e Estado de São Paulo e do Jornal Nacional, com o número de editoriais favoráveis, neutros e contrários a Dilma Rousseff nas páginas de opinião dos jornais impressos a partir de 27 de outubro de 2014.

Os cinco “Pês”
Muito se fala que no Brasil as polícias só reprimem três “Pês”: Pretos, Pobres e Putas. A mídia também trabalha com a mesma lógica, pois um bate de porrete e a outra massacra moralmente. Diante do bombardeio político, midiático e judicial contra o “P”, começamos a falar num quarto “P” nas redes sociais e a coisa pegou no Brasil inteiro, ficando “pretos, pobres, putas e petistas” como alvos deste massacre. Agora, no twitter estão acrescentando um. O quinto “P” é exatamente o Papa Francisco que começou a ser agredido na mídia por emitir opiniões em favor dos pobres e oprimidos em geral e por ter dito que a liberdade de expressão não dá o direito de avacalhar a fé de ninguém.

Escola pública
O jovem Kállek Chelius, estudante do Liceu Estadual de Maracanaú (CE), que obteve nota máxima na redação do Enem, mostra que sabe o quer na vida. Acaba de recusar bolsa integral para turma de preparação para o ITA em escola particular de Fortaleza por não se identificar com a área. Ele disse que reconhece o valor da proposta, mas está decidido a cursar Direito, que é o seu sonho. Preparado em escola pública, agora vem uma escola particular querendo “seu passe” para depois de aprovado, ser exibido como garota-propaganda em outdoors pela capital cearense. E ainda com o “esquecimento” de que ele estudou a vida inteira em escolas públicas, que são mostradas como espaço da incompetência.

Pensando
Joãozinho, repórter da Rádio Difusora (1.170kHz), informa que um grupo de políticos e cidadãos em geral, está formando um grupo intitulado “Pensando Mossoró”, cujo objetivo é debater a cidade com vistas à eleição de 2016 que já está batendo à porta. Pertinente, pois a última vez que fizeram um projeto para Mossoró foi em 1915. Era o grupo dos chamados “Homens de 15”, com Felipe Guerra, Ulrich Graff e Felipe Guerra à frente. Vamos ver o que vem por aí.