quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Por que regular a mídia no Brasil

Maria Alice Campos, Especialista em Direito para Comunicação/Regulação da comunicação social pela Universidade de Lisboa e Pesquisadora em comunicação pública, escreveu artigo explicando porque se deve regular a mídia no Brasil. Muito bem fundamentado, o seu artigo merece ser lido. Por isso, o dividimos com nossos leitores: Somos escravos de uma mídia que transforma o país no celeiro de alguns que enriquecem sob a pena da manipulação das massas. Quem não defende a regulação da mídia? Os manipuladores, os novos escravagistas da mente humana, os coronéis da mídia que enriquecem com a ignorância do povo sobre o poder que há na liberdade de expressão e na garantia dos direitos constitucionais. Meios de comunicação elegem candidatos em várias partes do país, da mesma forma que o poder e a escravidão fizeram por séculos, no Brasil. Não há como avançar num país livre, democrático se continuarmos aceitando que os antigos senhores de escravos passem a uma nova forma de manipulação das massas, distorcendo o sentido da liberdade em prol de seus interesses que são unicamente pessoais e eleitoreiros. Porque todos os países exemplos de liberdade de imprensa e de liberdade de expressão são regulados e só o Brasil que não pode? Quem é o dono de latifúndio que não quer entender que o país é uma democracia e que o povo é o verdadeiro dono do país, se não os "senhores coronéis das mídias"? Qualquer político que se colocar contra a regulação da mídia é porque possui algum tipo de relação com a manipulação da população. Cabe à população começar a avaliar o porquê? Em menos de dois anos teremos eleições para prefeituras e está mais que na hora de reeducar nosso povo para garantir seus direitos e possuir o esclarecimento necessário a manter sua liberdade de pensar, agir e ter voz! Não basta só regulação econômica, temos que ser fortes e mostrar que nosso país é uma verdadeira democracia. Finalmente encontramos no Brasil um ministro com consciência de democracia, com entendimento de justiça social e o que a mídia dominada por sete famílias faz, diz que a “oposição” critica regular. Acordemos e vejamos quem está defende o que e quais interesses. Parabéns pela escolha de Ricardo Berzoini para Ministro das Comunicações.

As pessoas e os cargos
José Dirceu caiu do Ministério da Casa Civil, um dos mais importantes do país, voltou para a Câmara Federal, onde teve seu mandato cassado, ficou com os direitos políticos suspensos, quando estava prestes a recuperá-los foi condenado no rumo-roso julgamento do mensalão, foi para a cadeia e está em regime semi-aberto, mas sem direitos políticos e ainda assim, é influente. Governo e oposição se preocupam com o que ele diz ou faz. Até mesmo a mídia que o odeia não larga seu pé. Enquanto isso, o seu algoz Joaquim Barbosa, com toda a sua “genialidade” tão propalada pelos seus fãs de ocasião, toda a sua empáfia e os holofotes que lhe deram por ser o homem da chibata no espinhaço do PT, não consegue mais se destacar nem numa rinha de briga de galo. Caiu no esquecimento com uma rapidez que só se viu com outras duas celebridades, “A Tiazinha” e “A Feiticeira”. 

As pessoas e os cargos II
O mesmo aconteceu com o pastor Marco Feliciano, até poucos meses, quando na presidência da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara Federal, virou celebridade do dia pra noite, como cachê pela sua defesa das propostas, mais atrasadas, mais reacionárias, mais incômodas ao governo e ao PT. Passado seu mandato naquela comissão foi relegado ao esquecimento.

As pessoas e os cargos III
Lula, que nunca obteve diploma universitário já recebeu mais de 40 títulos de Doutor Honoris Causa em universidades do mundo inteiro. Já FHC, um homem da academia, recebeu uns 16, todos quando era presidente da República. Ou seja, os títulos não eram para ele, mas em função do título que o povo lhe deu. Mo-ral da História: Os cargos são passageiros. O que fica mesmo é o que você é. Portanto, não vos animeis com a glória efêmera da artificialidade das posições adquiridas à base do verso de Antonio Francisco “Compra o nome e vende a honra”. 

FotoLegenda
Genildo Costa brilhando nos eventos pedagógicos e culturais da Editora IMEPH de Fortaleza, atuando em dupla com o poeta Antonio Francisco. Hoje em Baturité, ontem em Tianguá e anteontem, em Fortaleza, quando posou ao lado da escritora e professora de Literatura Flávia Suassuna, sobrinha do grande mestre Ariano.