sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Por que a mídia desprezou um economista cultuado como Roubini em sua visita ao Brasil?

Oabalizado Paulo Nogueira, do site DCM – Diário do Centro do Mundo, analisa com muita propriedade a estranha atitude da mídia brasileira ao ignorar a passagem pelo País do economista que previu a crise de 2008 e de lá pra cá vem acertando todos os prognósticos. Vejamos o que diz ele sobre este iraniano de competência mundialmente reconhecida e a mídia brasileira que, além de incompetente, é partidária e não aceita nenhuma opinião que não seja igual à sua, ou seja, à previsão de um caos econômico iminente: Nouriel Roubini é o que existe de mais próximo em celebridade no campo dos economistas. Em Davos, poucos dias atrás, ele estava sempre cercado de jornalistas. Um vídeo em que ele fala sobre a economia americana com um jornalista da Bloomberg viralizou. Todo mundo quer saber o que Noubini, iraniano radicado nos Estados Unidos, pensa. Por fortes razões. Credita-se a ele ter percebido, em primeiro lugar, o colapso econômico de 2008, do qual até hoje o mundo não se recuperou. Tudo isto posto, Roubini esteve no Brasil, para uma palestra promovida ontem pelo banco Credite Suisse, e foi desprezado pela imprensa nacional, num momento em que só se fala de economia. Burrice coletiva? É sempre uma possibilidade, mas a explicação mais plausível para a mídia ignorar um economista com as credenciais mundialmente reconhecidas como Roubini é a seguinte. Roubini não está falando as coisas que as empresas jornalísticas gostam de ouvir e transmitir a seu público – ou a suas vítimas, numa linguagem mais franca. No encontro oferecido pelo Credite Suisse, Roubini disse que vê com “otimismo cauteloso” o governo Dilma neste começo de segundo mandato. Ora, mas não está tudo errado? O apocalipse não é uma questão de horas, conforme os donos da mídia e seus porta-vozes dizem, repetem, berram? Gênios como Miriam Leitão, Carlos Sardenberg e Rodrigo Constantino – perto dos quais o que é Roubini? – monopolizam os microfones que são negados, no Brasil, a Roubini. Assim funciona a mídia brasileira. Você pega uma nulidade como Marco Antônio Villa e tenta transformá-lo em referência em política, economia, história e o que mais for. Você lhe dá espaço em jornais, revistas, tevês. Basta que ele diga as coisas que diz. É um entre múltiplos casos. Roubini não serve – a não ser que preveja o colapso brasileiro. Aí você o verá nas páginas amarelas da Veja, no Roda Viva, nos programas da Globonews. Do ponto de vista internacional, Roubini tem dito coisas abominadas pela mídia. Em Davos, ele disse que os Estados Unidos vivem um regime de plutocracia, o governo dos ricos, e não democracia. Com as doações milionárias a políticos em campanhas, disse Roubini, os ricos americanos acabam influindo decisivamente nas leis. O povo? O povo que se dane.

Previdência
A Previdência Social brasileira comemorou ontem 92 anos de existência. Aqui na região, que antes dependia de atendimento, somente em Mossoró houve um aumento de 100% na estrutura de atendimento. De nove agências na região, agora temos dezenove. E temos que entender que o fator modernização chegou muito forte nos últimos anos. Já não temos a humilhação das filas quilométricas e o segurado que tem a papelada organizada pode ser atendido com máxima rapidez.

Previdência II
Somente na gerência de Mossoró, nos últimos doze anos, tivemos um aumento de cento e poucos mil aposentados e pensionistas para 213 mil beneficiários. Em dinheiro. São 157 milhões de reais que a Previdência derrama no meio circulante dos oitenta municípios que dependem da gerência de Mossoró.

Inverno
As previsões dos meteorologistas este ano, e também dos profetas populares, estão nos deixando cada vez mais em dúvida, cada um diz uma coisa diferente e quando fala de novo, fala uma coisa diferente da que falou na vez anterior.
Tudo muito parecido com o velho Zé Bastidor, quando eu era criança pequena lá em Santo Antonio do Salto da Onça: - É, meninos, esse ano eu já tirei minha experiências: Ou chove ou faz sol... E assim, nunca errou um prognóstico.