quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Fátima Bezerra critica postura de Gilmar Mendes e é destaque no site de Paulo Henrique Amorim

Colhi com muita honra, no site Conversa Afiada de PHA, esta matéria sobre o desempenho corajoso da nossa senadora potiguar Fátima Bezerra (PT-RN), durante a sabatina de Rodrigo Janot no Senado: Criticou duramente a postura do ministro Gilmar Mendes, que pede a reanálise das contas do governo Dilma de 2014, já aprovadas pelo tribunal e que tiveram como relator ele próprio, em carne, osso e canalhice. A senadora disse que Gilmar Mendes vem extrapolando suas prerrogativas de agente jurídico e está agindo politicamente em seus julgamentos no Supremo Tribunal Federal e no Tribunal Superior Eleitoral. Fátima defendeu a reputação do vice-procurador da República, Eugênio Aragão, que havia sido acusado por outros parlamentares de atuar com parcialidade. “Se há alguém que age com parcialidade e falta de isenção é o ministro Gilmar. O Brasil inteiro sabe do ódio que ele tem em relação ao PT, mas ele não pode extrapolar sua função por causa disso”, ressaltou. Fátima citou sessão do TSE em que o ministro destratou sua colega, a também ministra Maria Thereza de Assis Moura, após ela ter rejeitado, como relatora, o prosseguimento da ação do PSDB contra a presidenta Dilma por abuso de poder econômico durante a campanha. “Será que o ministro Gilmar perdeu o controle emocional porque a ministra não aceitou as ações impetradas pelos partidos de oposição contra a campanha da presidenta? Ou será que foi porque ela afirmou que técnicos do TSE constataram irregularidades nas prestações de contas do outro candidato?”, ressaltou a parlamentar.

Financiamento de campanhas
No final da sabatina, Fátima voltou a defender o fim do financiamento empresarial de campanha na reforma política e saudou a indicação de Janot pela presidenta Dilma Rousseff. Ela lamentou que o Congresso esteja mantendo a possibilidade do financiamento empresarial, um dos meca-nismos que, na opinião da senadora, mais contribuem para a corrupção no sistema político e eleitoral. “Sinto-me frustrada diante da hipocrisia de membros deste Congresso que são coniventes com a corrupção ao votarem pela manutenção das doações por empresas. Eu e meu partido vamos continuar lutando pelo fim do financiamento empresarial de campanhas. E tenho a esperança de que a sociedade reaja e tenhamos uma reforma política que traga mais ética, mais democracia para nossa política.

Jumentos
Estarei hoje, ao lado da advogada Vânia Diógenes, da OAB, no Plenário 9 da Câmara Federal em Brasília, depondo na CPI que investiga o maltrato aos animais no Brasil. Destaque para o abate de jumentos em Apodi, com a espetacularização inclusive com degustação, projeto despropositado que desconhece o projeto que foi apresentado ao Ministério Público pela Ufersa e que poderia resolver o problema preservando o animal mais importante para a cultura e a História do Nordeste brasileiro.

Pré-julgamento
A Aécio Neves desejo o benefício da dúvida. Não se pode fazer o pré-julgamento decidindo pela sua culpa antes da investigação e do julgamento com amplo direito de de-fesa, mas também de acusação. E quando falo em pré-julgamento, sou contra a condenação prévia, mas também sou contra a absolvição a priori. O benefício da dúvida é um direito que implica na investigação. E esta investigação não sai mesmo diante de denúncias feitas pelo mesmo doleiro cujas acusações, mesmo sem provas e antes das investigações, levaram petistas direto para o xadrez. Será que temos duas legislações diametralmente opostas, em vigência no Brasil?

FotoLegenda
 Está ficando descarada a blindagem de Aécio Neves pela mídia, repetindo a cretinice da Justiça. Depois do depoimento do doleiro Youssef reafirmando pela terceira vez que Aécio recebeu propina do esquema de Furnas, o UOL tirou a matéria do ar. Um internauta mais vivo já tinha fotografado e jogou a rede mundial de computadores e a imagem viralizou causando um estrago milhares de vezes maior que Aécio poderia esperar.