quarta-feira, 5 de agosto de 2015

O lado podre e oculto da imprensa brasileira golpista e corrupta

O jornalista cearense, Xico Sá é bem conhecido em Mossoró pela sua repetida presença nas feiras de livros, como debatedor. Ele saiu da Folha de São Paulo, com nojo, desde que foi censurado e agora está expondo as fraturas da imprensa, nos seus bastidores sujos, nas suas falcatruas e conspirações. Paulo Moreira Leite, do blog Diário do Centro do Mundo mostra as credenciais de Xico e expõe seus pensamentos e informações, como algo a ser ouvido e refletido. Diz: Xico Sá é um exemplar do jornalista ideal. Imparcial e apartidário. Poucas vozes captam com tamanha precisão o estado da mídia brasileira. Não só da mídia, a rigor – mas da cena política nacional. Que Justiça é esta? Que mídia é esta? Ninguém pode acusar Xico Sá de ser petista, torcedor, militante. Ele é apenas um jornalista honrado que se cansou de ver tanta sujeira no país em favor da plutocracia. Ele vem, aos poucos, no Twitter, mostrando bastidores da mídia que o grande público ignora. Contou nesta terça, por exemplo, que em seus tempos de jovem repórter havia dois personagens “indenunciáveis”. Quer dizer: nenhum jornalista podia falar mal deles que o patrão não deixava. Eram José Serra e Romeu Tuma. Serra é Serra e Tuma, “grande fonte” de Xico, foi um homem poderoso na polícia. Por que Tuma era blindado? Segundo Xico, por gratidão pelos serviços prestados. Tuma foi vital, na narrativa de Xico, para que as empresas de jornalismo importassem equipamentos para as redações a partir de 1975. Sem pagar impostos. Alguns tuítes de Xico sobre o tema: 1) “O bravo Tuma importou ilegalmente os equipamentos para o Brasil.” 2) “Que tal pedir para a mídia metida a honesta que apresenta nota fiscal do equipamento importado de 1975 para cá?” 3) “O maior personagem da mídia brasileira é Romeu Tuma, minha grande fonte. Importou os equipamentos para Estadão, Globo e Folha.” Você tem que ser muito cínico, hoje, para trabalhar nas grandes corporações de mídia. Xico Sá não aguentou. Ainda bem para a sociedade, que por ele pode saber de coisas que permaneceriam escondidas por toda a eternidade.

Dirceu
A regra não existe, mas em se tratando de prejudicar Zé Dirceu a regra que não existir precisa ser inventada. E é. Qualquer regra jurídica criada diretamente para uma pessoa ou em função dela, é chamada em Latim, de “privis legis”. Traduzindo para o Português, se chama “privilégio”. É esse o “privilégio” de Zé Dirceu. Regime semiaberto lhe foi proibido, prisão domiciliar lhe foi negada enquanto podia Joaquim Barbosa, preso em regime domiciliar foi redundantemente preso numa estapafúrdia “prisão preventiva”.

Dirceu II
Agora criaram uma nova regra. Um preso não pode falar com dois advogados no mesmo dia. Uma advogada, Ana Luíza de Souza foi lhe deixar roupa e comida, mais tarde, o seu advogado Juarez Cirino dos Santos foi ouvi-lo para preparar a defesa. Foi barrado. Já tinha falado com uma advogada. A regra não existe. Mas acontece no Brasil do juiz Moro, que nunca chamou um denunciado chamado Aécio Neves para depor.

FotoLegenda
Anjos, sereias e cinismo sem medidas. Um internauta manda em seu Twitter um conto de fadas chamado Petrobras, onde a corrupção começa com a entrada de Lula.
Rememorando: Depois que Vargas se suicidou a Petrobras nunca mais foi a mesma, porque ele já se suicidou porque não queria entregá-la ao capital externo; Durante a ditadura militar, o jornalista Paulo Francis foi embora do Brasil porque denunciou a corrupção braba que existia lá. Morreu de tédio nos Estados Unidos porque não podia voltar ao Brasil sem ser preso ou morto. No Governo FHC, Ricardo Boechat ganhou um prêmio de jornalismo com denúncias sobre a corrupção da Petrobrás na Era tucana; Ricardo Semler disse que sua empresa Semco, tentou vender à Petrobrás na ditadura e não conseguiu porque a propina era de 10% líquidos, o mesmo aconteceu na Nova República, se repetiu nos governos tucanos e que agora, a propina era de “apenas” 3%. Uma ironia, claro, porque 3% de contratos da Petrobrás são somas gigantescas. Mas ele foi contundente ao dizer: “Nunca se roubou tão pouco na Petrobrás, como agora”.  E ele é filiado ao PSDB.