segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Não vai ter repercussão

Em qualquer país do mundo, um ex-presidente da república é respeitado e é notícia, mesmo quando sai para proferir uma simples palestra, especialmente quando fala sobre política ou quando com ele acontece qualquer coisa minimamente incomum. Jimmy Carter tem páginas e páginas quando vai a um País qualquer como simples observador internacional de uma eleição. Bill Clinton é notícia quando vai fazer lobby para as empresas americanas. É muito elogiado, pois isso é importante para o País. Se um ex-presidente da República ou o seu escritório sofre uma atentado a bomba, com certeza será um “deus-nos-acuda” na mídia. Mas aqui, não. Duas sedes do partido do governo são queimadas e a sede de um instituto, onde um ex-presidente dá expediente sofre um atentado a bomba e a mídia ignora ou, quando muito, diz alguma coisa, minimizando, como se não fosse nada. Curioso é que a mesma mídia que adora ver terrorismo em tudo. A mesma mídia que deu ampla repercussão a uma bolinha de papel que alguém, num comportamento moleque, jogou na testa ampla de um candidato de caráter muito estreito. É a mesma mídia que repercutiu à farta, com chamada de capa e outras besteiradas, quando um militante porra louca do PT, sem nenhuma autorização do partido disse nas redes sociais que alguém deveria dar um tiro em Joaquim Barbosa, então presidente do STF. Nenhuma linha, porém sobre o policial federal que fez um retrato de Dilma Rousseff e ficou praticando tiro ao alvo com ele. É a mesma mídia que fez um escarcéu quando irresponsavelmente Gilmar Mendes disse que tinha grampos de escuta no STF e insinuou que era coisa de iniciativa da ABIN, portanto, do Poder Executivo. É a mesma mídia que repercutiu por semanas seguidas quando mulheres do MST destruíram canteiros de plantas transgênicas de pesquisas científicas não autorizadas. A mesma que fez um grande “auê” quando militantes sem-terra derrubaram pés de laranja de uma multinacional que ocupa ilegalmente uma terra que há anos deveria ter sido destinada à reforma agrária. Definitivamente temos dois brasis. E já não se trata daquela divisão geográfica de Norte e Sul. Já não é aquela divisão entre ricos e pobres. É um Brasil do PSDB e da mídia aliada, nadando em privilégios na Justiça e que está a serviço do capital estrangeiro. E tem um Brasil do PT, que está fazendo o que pode pela imensa maioria dos brasileiros. É este Brasil que mesmo bombardeado, seja com bomba midiática, seja com artefato explosivo, continua achando que Lula foi o melhor presidente da República do Brasil e, o que é mais grave e assustador para esta elite cretina, acha que Lula deve voltar à Presidência em 2018. O advogado e ex-deputado Luís Eduardo Greenhalgh pede no Twitter uma campanha midiática sobre a bomba, lembrando que campanha midiática está muito em moda, para divulgar o atentado a bomba no Instituto Lula. Mas não vai ter. No fundo, querem mesmo a eliminação física de Lula, pois esta é a única forma de frear a sua volta ao Palácio do Planalto.

Também não vai ter golpe
Depois de um ano e meio prendendo meio mundo de empresários e de gente do PT com a expressão do tesoureiro João Vaccari e agora de José Dirceu, que já era preso e, portanto, não oferecia nenhum risco a testemunhas ou mesmo qualquer risco de fuga, eis que, em sua 17.ª fase, a Operação Lava Jato não consegue mexer com um fio de cabelo de Dilma Rousseff e, por mais que o nazistoide juiz Sérgio Moro viva lambendo a rapadura para pegar Lula, o ex e futuro presidente segue ileso, por não ter nada que lhe desabone. Quanto à honestidade de Dilma, até Fernando Henrique, ainda que de forma meio hipócrita porque queria atingir Lula, já deu seu depoimento lá pelas terras estrangeiras.

Cenário futuro com Dilma
O jornalista gaúcho Ilimar Franco escreveu artigo mostrando que os golpistas podem começar a desensarilhar as armas. O mercado financeiro já projeta o futuro próximo com Dilma no poder: "Investidores do mercado financeiro projetam um cenário com a permanência da presidente Dilma no poder. Esse é o recado que eles têm recebido de consultores políticos. Estes dizem que após a avalanche de denúncias de corrupção ela sairá menor e terá de reduzir o espaço do PT. A realização de novas eleições já e a deposição de Dilma e de seu vice Michel Temer ficaram sem chão”

Cenário futuro com Dilma II
E prossegue Ilimar Franco: “Eles relatam que há desânimo entre os aecistas. A principal razão da reversão de expectativas é institucional. Perguntam: qual autoridade de um TCU onde a conduta de três de seus ministros está na berlinda? E questionam: qual a moral do presidente da Câmara chicoteado pela delação do executivo Júlio Camargo?"