terça-feira, 11 de novembro de 2014

Água no semiárido

Temos participado de várias discussões sobre água no Nordeste. Alguns defendem apenas as soluções macro, como a transposição de bacias, no caso do Rio São Francisco e as grandes barragens; outros defendem as micro-soluções como as cisternas, pela sua capilaridade, chegando na casa do cidadão vítima da sede e da falta de condições de produzir um simples canteiro de coentro. Técnicos do governo defendem os dessalinizares em comunidades cujo subsolo só oferece água salobra. Este colunista, pela experiência de vida, especialmente em Serra do Mel, defende todas elas e, se possível outras que ainda não foram pensadas. Quem conhece a falta d’água como nós conhecemos, não pode fica amarrado à defesa de um único tipo de solução. Por isto, vibramos com esta entrevista da ministra Tereza Campelo no Blog do planalto sobre o fantástico programa de cisternas que começou por uma mobilização da sociedade civil através da ASA – Articulação do Semiárido e foi assumido pelo governo Lula e continuado pelo governo Dilma: A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, comemorou a marca de 750 mil cisternas construídas durante o governo Dilma. A meta foi estabelecida em 2011, com a criação do Plano Brasil Sem Miséria, coordenado pelo MDS. O programa Água para Todos é parte do Plano. De acordo com a ministra, a medida garantiu água potável para consumo humano e também para produção de alimentos e criação de animais. Ela afirma que cerca de quatro milhões de pessoas são beneficiadas pelas cisternas. “Talvez a falta de acesso à água seja uma das faces mais duras da pobreza e da miséria, a miséria de não ter nem água para beber. Então nós garantimos praticamente a universalização do acesso à água para beber para essas famílias, são quatro milhões de famílias, e estamos também garantindo que essas famílias possam reservar água para produção. (…) Garantindo que essa comunidade se mantenha, mesmo no período de seca, tenha uma alimentação para subsistência e, em alguns casos, tem garantido também que ela mantenha um excedente durante esse período”, explicou a ministra. Segundo a ministra, somadas as cisternas para consumo e produção criadas desde 2003, são 22 bilhões de litros de água armazenada no Nordeste brasileiro. Ele lembra que o Brasil acaba de passar por uma das piores secas dos últimos 80 anos e a população não abandonou a terra. “Nós não vimos êxodo rural, nós não vimos essas comunidades que muitas vezes até saqueavam as cidades desesperados de fome, de sede. Nós não vimos nenhuma dessas cenas que existiam no Brasil de antigamente. Agora não existe mais, a população se mantém, a seca é ainda um momento de sofrimento, mas essas famílias não estão abandonando sua terra e estão conseguindo conviver com o semiárido. Acho que é essa é uma grande vitória do Brasil”, comemorou a ministra Tereza Campelo.

Transposição
A obra da transposição do São Francisco é considerada uma das cinquenta maiores obras de construção civil em execução em todo o mundo. E 61,4% já se encontram executados.

Agripino
Pelo que se comenta na mídia e nas redes sociais, o senador José Agripino virou uma rainha da Inglaterra no comando do DEM. É presidente, mas não preside. ACM Neto estaria cuidando da fusão do partido com outra sigla contra a vontade do Galego do Alecrim, conhecido em todo o Brasil, como “O Coveiro do DEM”.

E agora?
Para você que de forma extremamente babaquara elegeu Joaquim Barbosa herói nacional, salvador da Pátria e paladino da moralidade; você que não acreditou que ele comprou um apartamento em Miami por dez dólares, que recebeu quase setecentos mil auxílio-paletó no Ministério Público do Rio de janeiro, onde não mais dava expediente, que não acreditou que ele recebeu mais de 600 mil reais indevidamente da universidade do Rio de janeiro, segure essa: Um ministro quando se aposenta tem que entregar o apartamento funcional em 30 dias, o STF diz que garante apoio ao seus “ex” por 90 dias, já se venceram os dois prazos depois da aposentadoria e o “Batman” de carne e osso ainda não devolveu o “AP” de 500 metros quadrados, onde naquele tempo gastou 90 mil reais somente para reformar os banheiros...