terça-feira, 18 de novembro de 2014

O mundo está de olho na tentativa de golpe no Brasil

Éinquestionável que a correlação de forças no mundo mudou muito na última década. Todos sabem que os Estados Unidos ainda possuem a maior máquina de guerra do mundo, mas a guerra está sendo um recurso cada vez mais caro financeiramente e de um custo político sem limites. Além disso, outras potências também têm força para uma queda-de-braço de consequências imprevisíveis. China e Rússia, por exemplo. A velha Rússia mantém sua potência nuclear intacta e a China também tem seus “traques” de prontidão, afora um exército do tamanho da população brasileira. O poder de fogo destas potências, como o dos Estados Unidos, tem capacidade de destruir esse “asteróide pequeno que todos chamam de terra” dezenas de vezes seguidas. Isso quer dizer que ninguém é doido o suficiente a ponto de provocar uma guerra entre as potências. Mas, não quero falar de guerra nuclear, pois é mais que sabido que isso é carta fora do baralho no contexto histórico em que vivemos. Quero dizer que Estados Unidos e União Europeia, mesmo com o apoio do Japão, o que chamávamos nos áureos tempos do ideologismo exacerbado, de “Trilateral”, não têm mais força para frear os BRICs. São cinco países que detêm um bom percentual do PIB mundial e quase metade da população do mundo, além do já citado potencial bélico, mesmo que se exclua desse poderio o Brasil e África do Sul, dois gatos quase sem unhas e sem tradição de briga. A China, por exemplo, não é apenas o maior credor dos Estados Unidos que exibem, de longe, a maior dívida externa do planeta. É também a dona de quase um quarto da população mundial e é sócia do Brasil na exploração do Pré-Sal, para onde os Estados Unidos olham COM ambição esgalamida. O artigo de um jornalista de formação militar sobre a queda do avião de Eduardo Campos deixou claro que tem quem ache, num raciocínio bastante sofisticado e cheio de indícios, que foi um atentado e que o objetivo era quebrar a espinha dorsal dos BRICs entregando o Brasil a um capacho dos Estados Unidos, já que entendem ser Dilma, indomável aos interesses neoliberais. Diante da baboseira que ocupa as ruas, numa nebulosa fascista com precedentes somente nos dias que antecederam o golpe de 64, as duas potências dos BRICs que têm assento no Conselho de Segurança da ONU mandaram um recado bem diplomático, como é conveniente para estas ocasiões, mas muito claro. Rússia e China lançaram Lula para secretário geral da ONU. Claro que não passará, pois os EUA com seu poder de veto jamais deixará, mesmo que Obama um dia tenha dito que “Lula é o cara”. Mas pra quem sabe ler o livro aberto da geopolítica mundial, o recado foi claro: “Ei bichin... Cuidado, visse? Lula não é Zelaya e o Brasil não é Honduras nem Paraguay”.

Investigar
A eleição acabou, mas todas as investigações contra o PT e contra Dilma especificamente continuam de vento em popa. Entretanto, não se fala em investigar o Aeroporto de Cláudio, os 3,5 milhões desviados da saúde de Minas gerais, as vacinas em cavalos contabilizadas na conta do SUS mineiro, o viaduto que caiu em Belo Horizonte e que foi construído pela UTC, uma das empreiteiras com executivos presos na Operação Lava-jato...

Chuvinha
Chuvinha bem fininha ontem na Vila Amazonas da Serra do Mel, mas deu um ânimo bem grande em muita gente.

Novidade
A grande novidade na praça é a prisão de representantes de empresas corruptoras, coisa que nunca se tinha visto nem se ousava pensar. E foi graças a lei 12.846 sancionada por Dilma Rousseff, do PT.