sábado, 29 de novembro de 2014

Regulação da mídia É tema do novo mandato de Dilma

Rui Falcão, presidente nacional do PT, afirmou ontem em Fortaleza que a presidenta Dilma Rousseff tratará a regulação da mídia no segundo mandato. “A presidenta já fez menção sobre a regulação da mídia e deve lançar uma consulta pública sobre essa questão em 2015”, afirma Falcão. É impossível ao regime democrático, em nome de uma falsa liberdade de opinião, permitir que jornais, TVs e revistas continuem fazendo proselitismo político, manipulação das massas, golpismo e assassinato de reputações sem compromisso com a sua missão de informar, formar e civilizar no rumo da democracia e da ética. É o jornalismo que pede ética quem menos a pratica; Jornalismo que cobra a verdade e que mais mente; Que exige honestidade dos políticos e é quem mais se vende, se corrompe e ajuda a corromper se omitindo diante da roubalheira dos partidos que fazem parte do seu clube de amigos e protegidos. O comportamento da mídia brasileira tem sido de uma irresponsabilidade sem limites. E é exatamente por não ter limites que se arvora dona exclusiva do direito à liberdade, mentindo, difamando, caluniando, omitindo verdades importantes e destacando com sensacionalismo mentiras descaradas. Como dizia Uziel Santiago: “Levanta falso testemunho e prova...” Regular a mídia não é algo ditatorial nem esquerdista. É algo republicano, civilizado, democrático, independentemente de ideologia. Não se pode admitir que um setor tão importante para o conjunto da sociedade se arvore ao direito de defender somente um segmento. Exatamente o segmento mais privilegiado. O segmento que explora, que oprime, que domina e que para dominar precisa desta enganação sistemática. Que venha a regulação, como na Inglaterra e nos países mais livres do mundo.  Só confunde regulação com censura e cerceamento, quem deseja impor suas opiniões ao conjunto da sociedade confundindo propositadamente opinião publicada com opinião pública.

Um ano se foi
Ontem fez um ano que um helicóptero de um senador, amigo de Aécio Neves, caiu no Estado Espírito Santo, com uma carga de 430 quilos da pasta de coca, o que corresponde à praticamente uma tonelada de cocaína. O piloto era lotado no gabinete do deputado filho do senador amigo de Aécio Neves. Ninguém foi condenado a nada, a droga não tinha dono, as investigações não se desenvolveram como se uma tonelada de droga não fosse algo de grandes proporções. É o Brasil com seu Judiciário partidarizado, venal, corrupto e protetor de corruptos.

Febeapá
Algumas atitudes nos fazem lembrar o genial Sérgio Porto, que sob o pseudônimo Stanislaw Ponte Preta escreveu o livro Febeapá – Festival de Besteiras que Assola o País. Artigo de Luis Nassif, intitulado “O procurador exibicionista que expôs o MPF ao ridículo” conta um caso que supera toda a besteirada dos últimos tempos. É o caso do procurador da República em Goiás, Ailton Benedito de Souza.

Continua
“Ontem expôs o MPF ao ridículo, ao agir contra decisão do governo venezuelano de convocar 26 jovens do ‘Brasil’ para compor uma tal ‘Brigadas Populares de Comunicação’. Imediatamente o procurador Ailton intimou o Itamaraty, em um prazo de dez dias, a levantar a identidade dos jovens “sequestrados” e investigar uma possível rede de tráfico humano. Era uma mera notícia de Internet, mencionando a ‘Comunidade Brasil’, um bairro popular da cidade venezuelana de Cumaná que, com exceção do nome, não tem a menor relação com o país Brasil”.

E tem mais
A barriga repercutiu no mundo todo, sendo ironizada em vários idiomas. Uma barriga desse tamanho basta. Mas a atitude do procurador em se basear em qualquer factóide para propor ações já virou compulsão. Tornou-se membro do Instituto Millenium, valendo-se das prerrogativas do cargo para desmoralizar o Ministério Público. Em maio passado tentou suspender toda a publicidade da Copa do Mundo, por estar “absurdamente divorciada da realidade”.

Direita
A direta brasileira está ensandecida. Não tem mais limites. Uma pena, mas é a pura verdade.