sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Seria o Lava Jato um escândalo petista?

A mídia, mais golpista do que nunca, está a mil por hora, dedicada à tarefa de entornar o caldo de cultura onde a democracia pode ser vilipendiada como pedem os miquinhos nazistoides amestrados que estão indo às ruas pedindo “intervenção militar”. Como a hipótese é por demais improvável, visto que os comandantes foram prestar continência à presidenta reeleita e rasgaram seda à estabilidade democrática, outra alternativa é buscada através do Judiciário, com a entrega da fiscalização das contas de Dilma por Gilmar Mendes, um notório militante político a serviço do PSDB na Suprema Corte. Até porque a outra tentativa, por demais estúpida, foi enviar um abaixo-assinado à Casa Branca, como que a pedir uma intervenção de Barack Obama nos assuntos internos do Brasil. Todos os atos mostram uma direita tonta, entreguista e antidemocrática. Mas... O que queremos focar é na ideia de que o Lava jato é um escândalo exclusivamente petista, como a mídia quer fazer crer. Quando muito admite a participação do PMDB, partido do vice. O PSDB entra no genérico “outras siglas”. Já flertaram com Michel temer para o caso de, na base do “se colar, colou” fizerem impeachment de Dilma. Vê-se, porém que o sonho é mais alto. É tirar a chapa inteira e entregar as rédeas do país aos perdedores. Voltando à vaca fria. Ou seja, a quem beneficiou o esquema de corrupção via financiamento de campanhas pelo “clube” das grandes empreiteiras, vê-se logo que o PT não foi o “queridinho” da generosidade do propinoduto. Do total de R$ 160,7 milhões, nada menos que R$ 129,34 milhões, ou seja, 80,48% foram destinados ao PSDB, R$ 15,85 milhões ao DEM e R$ 15,57 milhões, ao PSB. As doações contribuíram para eleger candidatos tucanos como os governadores Geraldo Alckmin (SP) e Beto Richa (PR) e os senadores José Serra (SP), Álvaro Dias (PR), Antônio Anastasia (MG). O valor citado não inclui doações efetuadas para o segundo turno, cujo prazo de prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se encerrou anteontem e ainda não houve tempo para que se apurasse os números. Em 1996, em plena Era FHC, o jornalista Paulo Francis denunciou um pesado esquema de corrupção na Petrobras, em 1989 Ricardo Boechat ganhou o Prêmio Esso com uma reportagem sobre a corrupção na Petrobras; no governo Geisel, o nissei Shigeaki Ueki, então presidente da Petrobras, mandou aquecer artificialmente a piscina da sua mansão institucional. Tem petistas envolvidos? Tem. E merecem punição. Mas seria salutar que não fossem somente eles os punidos. Além dos pecados de alguns petistas financiados, os grandes erros do PT foram dois. Primeiro não acabar com a corrupção na Petrobras como prometeu por décadas que faria no Brasil inteiro e, segundo, deixar alguns dos seus membros se envolverem com a bandidagem que veio da Era FHC na Petrobras quando, sob a batuta de um genro do presidente, se afundavam sondas, se metia a mão nos gordos lucros da empresa cujo preço da gasolina subia todo mês e ainda se mudava o nome da empresa para tentar vendê-la na bacia das almas, como foi feto com a Vale do Rio Doce.

Incansável, hein?
O senador Aécio Neves, que prometeu oposição incansável contra Dilma. Sua trincheira, com certeza é o senado onde tem um mandato. Mas... Só compareceu a 5 das 11 sessões plenárias desde o fim das eleições.

Cansei...
Parece que Aécio quer resgatar o “Movimento Cansei”, porque de incansável não tem nada.

Olha a qualidade...
Estudantes que participaram da palestra de Oscar Schmidt em Pernambuco ficaram indignados após insultos, humilhações e grosserias por parte do ex-atleta. Mais de 500 abandonaram o evento. Faculdade pediu desculpas aos alunos que pagaram para assistir a palestra.