terça-feira, 25 de novembro de 2014

Polícia Federal chega no 'Doutor Freitas' e Aécio Neves desaparece

Ajornalista Helena Sthephanowitz disse que, nas últimas entrevistas, o senador Aécio Neves (PSDB), apareceu histérico tentando pautar desesperadamente a mídia na Operação Lava Jato para atacar o governo Dilma e afastar os holofotes dos tucanos. Parece que vai ser difícil agora. Depois de muita enrolação, com direito a manchete do tipo “Doações de investigadas na Lava Jato priorizam PP, PMDB, PT e outros...”, para não citar PSDB, apareceu o Doutor Freitas. Notinhas tímidas, em letras miúdas, no rodapé de páginas dos grandes jornais informam que o dono da UTC, Ricardo Pessoa, disse em depoimento à Polícia Federal que tinha contato mais próximo com o arrecadador de campanha do PSDB, o Doutor Freitas, Sérgio de Silva Freitas, ex-executivo do Itaú que atuou na arrecadação de campanhas tucanas em 2010 e 2014 e esteve com o empreiteiro na sede da UTC. Ainda de acordo com o depoimento, objetivo da visita do Doutor Freitas foi receber recursos para a campanha presidencial de Aécio. Dados da Justiça Eleitoral sobre as eleições de 2014 mostram que a UTC doou R$ 2,5 milhões ao comitê do PSDB para a campanha presidencial e mais R$ 4,1 milhões aos comitês do PSDB em São Paulo e em Minas Gerais, além de R$ 400 mil para outros candidatos tucanos. Depois dos depoimentos de dois executivos da Toyo Setal que fizeram acordos de delação premiada, e afirmaram que existia um "clube" de empreiteiras que fraudava licitações e pagava propinas, misteriosamente o tucano Aécio Neves sumiu da imprensa. Aécio é senador até 2018, mas também não é mais visto na casa. De 11 sessões, compareceu apenas a cinco. O ex-candidato tucano precisa aparecer para explicar a arrecadação junto à empreiteira, o que, para ele, sempre foi visto como "escândalo do PT", e outras questões. Como se não bastassem antecedentes tucanos na Operação Castelo de Areia, como se não bastasse a infiltração de corruptos na Petrobras desde o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), como se não bastasse o inquérito que liga o doleiro Alberto Yousseff à Cemig, basta observar o caso da construção do palácio de governo de Minas na gestão de Aécio quando foi governador. Para quem não se lembra, a "grande" obra de Aécio como governador de Minas, além dos dois famosos aecioportos, não foi construir hospitais, nem escolas técnicas, nem campi universitários. Foi um palácio de governo faraônico chamado Cidade Administrativa de Minas, com custo de cerca R$ 2,3 bilhões (R$ 1,7 bilhão em 2010 corrigido pelo IGP-M). A farra com o dinheiro público ganhou dos mineiros apelidos de Aeciolândia ou Neveslândia. Além de a obra ser praticamente supérflua para um custo tão alto, pois está longe de ser prioridade se comparada com a necessidade de investimento em saúde, educação, moradia e mobilidade urbana, foi feita com uma das mais estranhas licitações da história do Brasil.

Mais cinco mil voos
Juntas, as duas maiores companhias aéreas do País, Gol e TAM, pediram cerca de cinco mil voos extras para atender ao sazonal aumento de demanda no verão. O diretor de Relações Institucionais da Gol, Alberto Fajerman, disse que a companhia pediu 4 mil voos extras entre dezembro e fevereiro, partindo das principais origens, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Curitiba, com destino ao Nordeste e ao Caribe. "É de se esperar que nessa época, com a redução das viagens a negócios, a demanda da Ponte Aérea, por exemplo, recue, enquanto a demanda para o Nordeste aumente", disse.

Para fora também
Já a TAM solicitou 1,082 mil voos domésticos extras entre dezembro e janeiro, dos quais 700 foram criados para conectar os principais hubs da operação da companhia (Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo) ao Norte e Nordeste, em destinos como Fortaleza, Maceió, Manaus, Natal, Recife e Salvador. Além disso, a companhia pretende operar 150 voos internacionais extras, incluindo a TAM e a LAN.

Pujança
Um exemplo do poder e da pujança da Petrobras foi o aumento do valor das suas ações, ontem na Bolsa de valores de São Paulo. Em meio ao imenso tiroteio que se faz sobre a companhia petrolífera na imprensa, na Justiça e no campo político, um aumento de 4% é algo impressionante.

Menos desigualdade
Pesquisa sobre o Índice de desenvolvimento Humano, o IDH mostrou dois dados muito favoráveis. O primeiro é de que o Brasil é um exemplo de superação da pobreza e da miséria com melhoria da qualidade de vida e o outro é o fato de ter diminuído sensivelmente as diferenças socioeconômicas entre as diferentes regiões metropolitanas  do País, o que prova que além de diminuir a desigualdade entre as pessoas também experimenta-se uma diminuição na desigualdade geoeconômica e social.