quinta-feira, 23 de julho de 2015

Cai, cai balão... O efeito dominó na presidência da Câmara

Não estou falando a operação que aconteceu em Caicó, por força da qual foram presos mais ou menos uns vinte traficantes, alguns inclusive que já eram presos, mas estavam soltos e fazendo o comércio da droga e da morte, além do João de Tal, conhecido como Dão que mandou matar o radialista F. Gomes e que, direto do presídio de Alcaçuz comandava o tráfico no Seridó. Operação necessária em Caicó e muito mais ainda em Mossoró, terra onde o futebol não prospera, mas sobra “crack”. Falo mesmo do prato do dia. A possível queda de Eduardo Gomes da presidência da Câmara Federal, aquele a quem o respeitadíssimo teólogo Leonardo Boff taxou, sem meias palavras, de “bandido político”. De citação em citação, para não melindrar direitos autorais cito o grande escritor Fernando Morais que por sua vez já cita Haroldo Ceravolo que já transcreve alguém a quem não lembraram o nome, mas que se deu ao trabalho de responder à curiosidade brasileira do momento sobre quem assumirá o trono de Eduardo Cunha, caso ele morda o pó do chão, como caminha para acontecer. A sequência é a pior possível. Morais até classifica a notícia como sendo da série "quanto mais eu rezo, mais assombração aparece". "Caso Eduardo Cunha saia da presidência da Câmara por receber propina de 5 milhões de dólares quem assume é Waldir Maranhão que é investigado na Lava Jato acusado de receber mensalmente entre 30 mil e 50 mil reais. Caso Waldir Maranhão caia, quem assume é Fernando Giacobo que jura ter ganho na loteria 12 vezes em apenas 14 dias. Acusado de falsidade ideológica, formação de quadrilha e sonegação de impostos através de empresas fantasmas contou com a morosidade da justiça e foi salvo da cadeia pela prescrição de seus crimes. Caso Fernando Giacobo saia da presidência quem assume é Beto Mansur que foi autuado por trabalho escravo e condenado por usar recursos públicos para promoção pessoal. Responde a pelo menos 35 processos por irregularidades em licitações em Santos, onde foi prefeito." Ou seja, em breve poderemos estar convivendo com alguma dessas fotos. Não se sabe ainda, se seu dono estará ocupando as páginas políticas como presidente do parlamento ou as páginas policiais, como mais um “bandido político”. Será que Cunha não juntou essa corja de caso pensado, para que ninguém se atreva a tirá-lo de lá, com medo do pior? Mas... será que tem algo pior que Cunha?

Os cães ladram
O Brasil está fazendo uma política de comércio exterior forte e ativa para abrir mercados e estimular exportações. A Presidenta Dilma foca na venda de produtos e serviços com valor agregado e que gerem cada vez mais empregos no Brasil.  A grande mídia não deu a notícia, é claro. A grande mídia prefere transformar um dos menores índices de desemprego do mundo, que é o caso do Brasil, numa suposta tragédia assustando e gerando incerteza e insegurança no povo. 

E os aviões passam
Depois de Dilma visitar a Itália, aquele país quer comprar aviões fabricados no Brasil. Fica difícil acreditar que a Itália queira comprar aviões de um país falido. Quando se quer saber o grau de confiança em alguém, se pergunta: Você compraria um carro de fulano? Imagine a pergunta: Você compraria aviões de alguém que está quebrado? Quem vende avião, há tempos superou a classificação que Fernando Collor deu aos nossos carros fabricados no início do seu governo: carroças. Carroças não voam.

Pra que pressa?
Eduardo Cunha fez um estardalhaço para jogar de qualquer jeito, em regime de votação o projeto da regulamentação da terceirização que, todos os de bom senso chamam de “precarização dos direitos trabalhistas” e que se encontrava tramitando há onze anos. Paulo Paim, relator do projeto de lei no Senado, disse anteontem em Natal, que no Senado não adianta pressão, pois não há pressa. O senador gaúcho prevê pelo menos seis anos de caminhada e a certeza de que nenhum direito hoje previsto na CLT será abiscoitado do trabalhador de empresas terceirizadas. Falou e disse.