quinta-feira, 9 de julho de 2015

Direto da Cadeia

O presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, a quem Frei Leonardo Boff chama de “bandido político”, em ato absolutamente inusitado, ainda que legal, convocou cadeia de rádio e TV para falar sobre os trabalhos legislativos. Será que os coxinhas que vivem falando contra a corrupção, sabendo que ele tem nas costas, nada menos que 22 processos por improbidade administrativa irão às janelas dos apartamentos bater panelas? Se não vão, não são combatentes contra a corrupção. São apenas canalhas que querem tentar avacalhar, a serviço de alguém muito poderoso, a imagem da presidenta da República, Dilma Rousseff, contra quem, pessoalmente não consta nenhum processo por corrupção, por mais que se tenha denunciando, acusado, lambuzado e abusado, além de se ter investigado com uma forte indução aos delatores, com prêmios jurídicos e até financeiros para implicar Dilma e Lula, sem nada encontrar por um ano e meio, ininterruptamente. Com certeza não terá nenhum vagabundo da classe média alta, com a barriga cheia de comida e o coração cheio de ódio, a expor as fuças na janela, batendo as panelas que nunca usaram para cozinhar, até porque um dos motivos mais evidentes da enorme revolta que destilam contra Dilma é a aprovação dos direitos de empregada doméstica, aquela que verdadeiramente esquenta o pé da barriga naquelas panelas que enchem as panças destes mauricinhos e patricinhas, quando não comem em restaurantes de luxo. Eduardo Cunha vai falar em cadeia. De rádio e TV. Dia chegará, porém, em que o Brasil poderá passar por uma crise de vergonha e numa “veneta”, de repente, não mais que de repente, põe Eduardo Cunha, merecidamente, a falar direto... Da cadeia, onde há tempos ele deveria estar, a bem da disciplina.

Mais e Mais médicos
Dois anos do Programa Mais Médicos. Sucesso absoluto. Os cretinos que vaiaram os cubanos na sua chegada em Fortaleza devem estar com os rabos entre as pernas. Estive ontem com uma médica cubana, na zona rural de Viçosa do Ceará, a 10 quilômetros da zona urbana. Dá expediente todo dia da semana, exceto a sexta-feira, quando se dedica a fazer um curso de especia-lização em Saúde Pública do Brasil. Ela já tem esta pós-graduação em Cuba, mas está fazendo de novo, no Brasil. Não é por acaso que alguns países estão querendo copiar o programa.

Emoção
Vi uma farmácia municipal naquela comunidade como já tinha visto em outras. Perguntei sobre um medicamento que tinha lá, indaguei sobre a forma de distribuição. A encarregada me perguntou: O senhor está precisando? Retribuí o tom de indagação. E se eu estiver precisando, como devo fazer?  Ela disse: A médica está ali na outra sala... O senhor vai lá e se consulta. Pensei que não estava no Brasil. Me arrepiei e saí olhando o posto de saúde. Tinha uma enfermeira formada atendendo na outra sala. E na outra, que era um gabinete de saúde bucal,  tinha uma odontóloga atendendo um paciente. E não estava “arrancando” dente. Estava fazendo um procedimento corretivo.

Emoção II
Parei na calçada, meio com “cara de babaca” e o rapaz que me acompanhava chamou o motorista de uma doblô ca-racterizada como sendo da Secretaria Municipal de Saúde, com a cruz azul, do SUS. E eu perguntei o que ele estava fazendo ali parado? Respondeu-me que estava à disposição da diretora do posto de saúde daquela comunidade desde de manhã quando chegou com a equipe e que assim iria ficar até o final do expediente. Dali poderia fazer visitas domiciliares e qualquer outra tarefa que ela lhe mandasse fazer. Pensei: Meu Deus. Quer dizer que o SUS pode funcionar? Eu mesmo respondo. Pode, sim. Desde que não se roubem as verbas nem se permitam gastos desnecessários, nem se terceirize até um “corre-corre-cavaleiro” para tirar um argueiro do olho de uma criança.

FotoLegenda
Dilma é um osso duro de roer. Crise é crise. Caos é outra coisa. Quem enfrentou uma ditadura de dentro da cadeia e venceu um câncer não vai se dobrar A um bando de calças sujas, da corja de Aécio Neves, Cunha e outros tipos de troços e traças que querem corrOer o tecido social e econômico do Brasil.