sábado, 25 de julho de 2015

Já se discute o substituto de Eduardo Cunha

Diz a sabedoria popular que o pavão tem horror aos próprios pés, pelo fato de que a feiura dos seus membros inferiores destoa do multicolorido das suas penas, do seu penacho e acima de tudo do seu rabo que forma uma das mais belas cenas da natureza quando se abre em leque. Assim está Eduardo Cunha, o empavonado presidente da Câmara Federal que sonha com um golpe político qualquer que tire Dilma Rousseff e Michel Temmer do Palácio do Planalto. Não apenas sonha, como trabalha incessantemente por isto. Trama até contra Temmer, do seu partido, pois quer que o golpe, se for para tirar somente Dilma, que venha numa casadinha com o parlamentarismo, onde Temmer possa ficar na presidência e ele como primeiro-ministro. Entendem todos que a situação dele hoje é de grande fragilidade e será insustentável a partir do momento em que for denunciado pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot. Ele esperneia e diz que não entregará o cargo, pois lembra com muita ênfase que denunciado não é condenado e argumenta que ele próprio já foi denunciado em um processo tendo se saído inocentado ao final. Não deixa de ser verdade. E o pré-julgamento é um erro. Mas, como se diz na gíria do futebol, Cunha está por demais bichado. O próprio PMDB já analisa vários nomes que poderiam substituir Eduardo Cunha na se-quência de uma eventual queda do trono. Os nomes, porém, não têm eco. Não existe um nome de peso: Lelo Coimbra, Osmar Terra e Edinho Araújo, os nomes lembrados, são por demais apagados no cenário nacional, mesmo que o último esteja ministro. O nome que surge com certa força, vem de fora das grandes siglas, mas tem peso por ter sido do PMDB e continuar mantendo livre trânsito entre os caciques do partido. Trata-se de Miro Teixeira, do Rio de Janeiro, que já foi ministro de Lula. Miro hoje é filiado ao PROS, partido pequeno, mas ele tem luz própria, do alto dos seus 70 janeiros de experiência e prestígio. O nome de Miro está na mira, porque pode ser uma solução a Aldo Rebelo, que assumiu depois da queda de Severino Cavalcanti, mesmo sendo filiado a um partido pequeno e cheio de restrições ideológicas, que é o PCdoB. As apostas estão sendo feitas.

Alca
Lembram de quando fomos às ruas contra a ALCA, o mercado livre das Américas? Foi uma luta muito grande, mas conseguimos derrubá-la. Claro que só conseguimos isto depois que Lula chegou ao poder. Pois bem. O México não enfrentou esta guerra. Aceitou o neoliberalismo com todas as suas promessas de um mundo cor de rosas, livre e rico. Hoje o desemprego por lá passa dos 40%, enquanto aqui continua na casa dos 6%. O salário mínimo daqui está longe do que queremos, mas lá é de apenas 480 reais.

Oitenta por cento
O programa “De braços abertos”, de Fernando Haddad para resolver o pepino da Cracolândia, herdado dos tucanos, já tirou 80% dos “noiados” da dependência química. É gente que hoje estuda, trabalha, vive. Vidas resgatadas do inferno em vida. Vários países do mundo estão visitando São Paulo para conhecer e copiar a experiência. A mídia não mostra uma linha sequer, sobre o assunto. Estivesse dando errado e seria capa de todas as revistas e jornalões, além de ser tema de comentários de gente como a urubóloga Miriam Porcão.

FotoLegenda
Enquanto a oposição e mídia continuam detonando os programas sociais dos governos petistas, o mundo flerta com o Bolsa Família e tantos outros programas que tiraram o Brasil do mapa da miséria e viu crescer a primeira geração de brasileiros que não conhecem a tortura da fome. Olha a França chegando aí, geeeeeeente.