segunda-feira, 23 de março de 2015

A palavra de ordem da vez é “Fora Cunha”

Está rolando na internet uma campanha fortíssima para a derrubada de Eduardo Cunha, da presidência da Câmara. Mais de um milhão de pessoas já confirmaram presença em uma manifestação que pede a saída do presidente da Câmara dos Deputados; mobilizações na rede contra o parlamentar evangélico se intensificaram principalmente depois que o ministro da Educação, Cid Gomes, deixou o cargo por criticar Cunha e outros deputados. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), entrou na mira das ruas. Em um momento de forte insatisfação da população para com as instituições políticas, o parlamentar evangélico vem se tornando, nos últimos dias, o principal alvo de críticas de internautas. Um evento no Facebook que pede sua saída do Congresso já conta mais de um milhão de pessoas confirmadas. O ato está marcado para acontecer no dia 30 de abril, no vão livre do Masp, em São Paulo. Entre outros eventos, páginas e hashtags de ojeriza ao deputado, como a #ForaCunha, a insatisfação com o parlamentar ganhou força principalmente depois de, na última quarta-feira (18), o ministro da Educação, Cid Gomes, ter deixado o cargo em decorrência de uma discussão com Cunha na Câmara. O episódio acabou escancarando o abuso de poder que exerce sobre o Governo Federal. Cid Gomes havia sido chamado pelos parlamentares para prestar esclarecimentos sobre uma declaração em que afirmava que a Câmara dos Deputados, em sua maioria, era composta por “achacadores”, incluindo Cunha. Como, na ocasião, o ex-ministro sustentou sua afirmação, Eduardo Cunha chantageou o governo e determinou que caso Cid Gomes não deixasse o cargo, o PMDB deixaria a base de Dilma. Na página do evento contra Cunha no Facebook, são listados alguns motivos pelos quais a população deveria ir às ruas contra o deputado que preside a Câmara: “Religião e política não se misturam: É contra a legalização do aborto, é contra o casamento igualitário, é contra a adoção por LGBTT, é contra a democratização da mídia, é a favor da TV Câmara nas mãos da TV Record é contra a legalização da maconha”. Algumas dessas bandeiras não têm muito apelo popular, diante do clima de direitização do País, mas todas as elas têm militâncias fortes. Se todas forem às ruas e focarem na questão da corrupção, Cunha não se manterá no cargo. Além das manifestações de internautas, Ciro Gomes, irmão mais velho do ex-ministro da educação, também vem ajudando o movimento a ganhar força. O ex-ministro da Integração Nacional do governo Lula compartilhou em seu perfil do Facebook uma página que pede a renúncia de Eduardo Cunha, logo após o afastamento do irmão do cargo. “Falar a verdade neste País, especialmente, nestes tempos, custa muito caro. Mas acho que esse preço tem que ser pago, porque quem faz história não são os pilantras que hoje dominam a cena nacional e sim os homens que não se abatem diante dos constrangimentos”, afirmou ao comentar o episódio envolvendo Cid.

Fedor
Há umas duas décadas, o cantor e compositor Cazuza cunhou a frase “A burguesia fede”. Agora é o Papa Francisco que diz: “A corrupção fede”. Sei que a corrupção está impregnada na vida nacional e na vida humana como um todo, mas é inegável que a grande corrupção, aquela que destrói serviços públicos por ser de grande monta, é a corrupção da burguesia. Portanto, as frases das duas celebridades são complementares, ainda que sejam tão diferentes as duas personalidades.

BBB
Sou dos mais liberais, em se tratando de comportamentos, mas entendo que o Big Brother está passando dos limites, na luta desesperada da Rede Globo por manter seus decadentes índices de audiência: De uns três BBBs para cá, já foram vistos na telinha da Vênus platinada, estupro, masturbação, sexo explícito, triângulo amoroso que de amor não tem nada, pois o sentido é somente o de expor a polêmica da traição.

BBB2
Honestamente, não vejo o BBB, mas vejo os comentários no Twitter e no Facebook. Tudo isto me lembra os versos do embolador de coco, Cachimbinho, da Paraíba que, num coco sobre a televisão brasileira, diz: “Tô com um cabaré em casa/Comprei porque não sabia”

FotoLegenda
Há quem questione os investimentos do Governo Dilma na Educação. Mas é sempre bom comparar com a Era FHC, porque os que criticam Dilma são exatamente os que bajulam o tucanato.