quinta-feira, 12 de março de 2015

O tsunami Pedro Barusco

Um abalisadíssimo artigo da lavra de Juremir Machado da Silva retrata muito bem a situação atual do Brasil. Pena que o espaço seja para tudo que ele fala a favor e contra o PT, mas sempre em defesa da apuração e da depuração da corrupção que grassa e desgraça a vida nacional. Vejamos:  O depoimento de Pedro Barusco não deixou pedra sobre pedra. O resumo do vendaval é simples: de 1997 para cá a roubalheira na Petrobras foi ao fundo do poço. Sugou-se tudo o que pode como base partidária. Paulo Roberto Costa lançou as primeiras pedras: não existe doação de campanha, mas só empréstimos de empresas com juros altos. Quem empresta, cobra e quer retorno com lucros exorbitantes (...). É a lei do presidencialismo de coalizão: apoio tem preço e exige recursos públicos. Conforme Barusco, tudo começou na época de Fernando Henrique Cardoso. A oposição quer transformar o geral em particular e punir apenas o PT, de quebra derrubando Dilma com um panelaço que começará em Miami e se espalhará pelos Jardins paulistanos e pela Barra da Tijuca, no Rio. A idéia, como bem flagrou o ex-tucano Bresser Pereira, é particularizar a corrupção para extravasar o ódio de classe aos programas sociais do petismo. A corrupção é apenas um pretexto. (...) Estão tentando um golpe de Estado via impeachment em nome da repulsa que sentem pelo melhor do PT: a opção pelos pobres (...) O cidadão honesto quer que todos, de qualquer partido, sejam punidos. O PSDB flerta com o golpismo. Estimula a tentativa de impeachment, mas, quando questionado, não a assume oficialmente. Dá o tapa e esconde a mão. A mídia lacerdinha já aderiu ao golpismo como fez em 1964. Se acreditamos que os delatores falam a verdade quando entregam os roubos do PT, devemos acreditar que também falam a verdade quando entregam os roubos do PP, do PMDB e do PSDB. Por que falariam a verdade num caso e mentiriam nos outros? Depois de passar anos denunciando a obsessão petista por teorias da conspiração e vitimização, tucanos, pepistas e peemedebistas passaram, repentinamente, a fazer o mesmo. Os delatores que ontem só falavam a verdade passaram a ser mentirosos compulsivos. Nesse tsunami não tem marolinha nem gente fazendo onda. É tudo vagalhão.

Começou com ele
Em entrevista ao jornal espanhol El País, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), um dos 34 congressistas investigados pelo Supremo Tribunal Federal por suposto envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras, disse que a "porteira da corrupção" na estatal foi aberta pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB); "Desde que alteraram o regulamento de licitações da Petrobras. 

Começou com ele II
Ela deixou de obedecer a lei 8.666, das licitações públicas e passou a ter um regulamento próprio, por carta convite. A partir disso se formaram os cartéis e foi a porteira da corrupção", disse Cunha, referindo-se ao decreto 2.745, assinado por Fernando Henrique em 1998;  "Ninguém está imune a investigação.

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"A imprensa está querendo jogar. Fazer um jogo que nós não vamos entrar nele. Não é um ato pró-Dilma, não é um ato contra a Dilma", afirmou o presidente da CUT-SP, Adir dos Santos Lima, sobre a manifestação de hoje. "O foco dessa manifestação é muito claro. É em defesa do direito dos trabalhadores, em defesa da democracia, em defesa da Petrobras e pela reforma política no Brasil. As entidades de classe e os sindicatos têm também reivindicações que estão paradas no Congresso, por exemplo, os metalúrgicos do ABC, tem uma pauta de renovação de frota que acham importante dar visibilidade para isso, os bancários têm a sua pauta, o MST pela reforma agrária. Todas as entidades que tiverem palavras de ordem que couberem dentro dessa manifestação são todos bem-vindos. Mas os eixos são esses quatro", explicou o representante da CUT.