sexta-feira, 27 de março de 2015

Agripino, o apadrinhado da mídia

O amigo que se identifica como Marcus Pitter tem dado uma colaboração inestimável a este colunista selecionando textos excelentes de conteúdo importante para os nossos leitores e nos enviando. Muitos deles temos aproveitado diminuindo o nosso trabalho de procurá-los. Hoje trabalhamos em cima de mais um desses textos, enviados por Marcus: Então, um senador da República vira réu no Supremo Tribunal Federal, acusado de receber propina mediante achaque, no valor de 1 milhão de reais, para viabilizar um contrato no Rio Grande do Norte, e o jornal O Globo se limita a dar uma "notinha" sem vergonha de meia dúzia de linhas sobre o fato? Os leitores podem imaginar se o senador Agripino Maia do DEM - RN, no caso, o réu em questão, fosse senador pelo PT, o que o jornal não estaria fazendo em termos de manchete e exploração política disso? Dá para imaginar como seriam as várias reportagens do Jornal Nacional, com idas até Natal para ver como é a questão da inspeção veicular, a empresa que ganhou o contrato, os documentos que seriam apresentados e a defenestração de Agripino Maia, não fosse ele do DEM, da oposição ao Governo Federal, não fosse ele um inimigo de Dilma Rousseff? Ocorre que Agripino Maia, é líder do DEM, foi o coordenador de campanha de Aécio Neves, vive pedindo a deposição da presidente Dilma, e foi durante muitos anos, um apoiador e vassalo da ditadura militar. Há, portanto, uma perfeita sintonia de caráter (mau caráter) e de propósitos (maus propósitos) entre Agripino e a imprensa golpista como um todo, vindo daí essa proteção, vindo daí esse cuidado em não expor o nome do senador. A imprensa golpista de forma sincronizada não faz com Aécio Neves nem com Agripino, nem com ninguém da oposição, ou mesmo da chamada "base aliada" que ataca Dilma, um décimo do que faz com membros do PT ou do governo. A nossa imprensa golpista age como dizia de forma irônica o nosso amigo Uziel Santiago: “Amigo meu não tem defeito; inimigo, a gente levanta falso testemunho e prova.” 

Faz de conta
De seiscentos e trinta policiais que Mossoró tinha há cinco anos, tem seu efetivo policial reduzido a duzentos e poucos. Quando dizemos que a autoridade desertou enquanto a bandidagem avança, ainda tem gente afetada que se melindra. Isso é um desastre e explica o caos. Vejam o absurdo. Um batalhão com mais de seiscentos policiais, dois batalhões com pouco mais de duzentos. A guerra suja que se abateu sobre a cidade tem razão de ser. Chega de faz de conta.

Mapa da Fome
Em todo o mundo, onde existem quase duzentos países, apenas 35 deles estão fora do Mapa da Fome. O Brasil conseguiu esta glória depois de doze anos de governos petistas, o partido que é visto apenas como uma quadrilha pelos ricos que batem panelas cheias em apartamentos de luxo, pautados pela Rede Globo.

Acordem
O grande Bob Fernandes, um dos analistas políticos mais abalizados do Brasil atual, diz: Acordem: O Pré-Sal do Brasil vale 8 trilhões e 800 bilhões de dólares. Por essa quantia, Estados Unidos, Inglaterra e as grandes potências fariam qualquer coisa, na moita ou com a colaboração do PSDB, rede Globo, Polícia Federal, juízes e entreguistas vários. Acordem antes que seja demasiadamente tarde!

FotoLegenda
Tenho acompanhado algumas entrevistas do major Humberto, que está assumindo o comando do II BPM. Seu perfil humilde, sereno, responsável e firme, nos dá esperança de que seu comando há de conseguir diminuir a bandalheira em que se transformou Mossoró na área de segurança pública, chão sangrento onde se mata um a cada dia e se amarra outro para o dia seguinte. Nos últimos cinco a seis anos, temos mais de mil assassinatos registrados e não chegamos a cinquenta assassinos presos e processados. Mossoró que, gloriosamente expulsou Lampião, acha-se de joelhos diante de bandidos de meia tigela. Sente-se claramente que, a exemplo de outras regiões, o tráfico de drogas tem poder de vida e morte nesta cidade. Não diria uma banda, pois posso estar cometendo o pecado do exagero, mas é evidente que há um núcleo podre dentro das polícias, que tem ligações fedorentas com o tráfico. Do contrário, não seria tanta a impunidade. O triste fato, é que do pomposo título de “Capital do Oeste”, Mossoró se vê reduzida à ridícula condição de “Terra sem Lei”, cidadela assustada do faroeste.