sexta-feira, 22 de maio de 2015

Desigualdade aumenta em países ricos e cai na América Latina

"Ao longo das últimas três décadas, a desigualdade de renda aumentou na maioria dos países ricos, atingindo em alguns casos, altas históricas", diz o relatório In it together – Why less inequality benefits all. Hoje, nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os 10% mais ricos ganham 9,6 vezes mais do que os 10% mais pobres. Nos anos 80, a proporção era de sete vezes mais e, na década de 2000, de 9,1. A partir de meados dos anos 2000, as desigualdades de renda também aumentaram em grandes economias emergentes, como China, Rússia, Indonésia e África do Sul. Já a maioria dos países da América Latina, particularmente o Brasil, vem reduzindo, desde o final dos anos 90, as diferenças de renda, afirma a organização. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico reúne 34 países de alto IDH, a grande maioria economias industrializadas. "A trajetória da América Latina contrasta com as dos países da OCDE, onde a desigualdade de renda tem aumentado desde o início dos anos 80", disse à BBC Brasil Horácio Levy, analista de políticas sociais da organização. "Dessa vez, o bolo cresceu, com o crescimento econômico, e foi melhor dividido. É um fato novo na realidade latino-americana", afirma o analista. O aumento das desigualdades de renda nos países desenvolvidos já havia sido destacado pelo economista francês Thomas Piketty em seu livro O Capital no Século XXI, que se tornou um best-seller internacional. Na América Latina, o principal fator que explica a redução das desigualdades é justamente a diminuição das diferenças salariais entre trabalhadores com alto e baixo nível de formação, o que ocorreu, afirma o estudo, em razão do maior acesso à educação nesses países. "Os gastos na área de saúde e educação também aumentaram, o que teve impacto importante na redução das desigualdades na região", diz o analista da OCDE.

Notícias boas
Justamente no momento em que o PSDB queria mostrar no seu programa de rádio e TV um Brasil caindo aos pedaços, eis que a semana se encheu de boas notícias para o País. A Petrobras foi alçada à liderança mundial das petroleiras, lucrou mais do que o esperado, a China decidiu investir mais de US$ 50 bilhões no Brasil, o Senado aprovou Luiz Fachin para o STF e a Câmara aprovou a participação oficial do Brasil na criação do Banco dos BRICs. E olha que a semana começou politicamente bem para o governo. Tentaram um ato “de grandes proporções” contra o governo e o PT, na Avenida Paulista. Deu cerca de 50 gatos pingados e ainda por cima, o ato foi recheado de atitudes agressivas.

Ridícula
A posição do deputado federal Rogério Marinho, querendo criar o crime de Buillying ideológico nas escolas, é brincadeira... Esse rapaz que vem se destacando por posições de extrema direita e frases de efeito com forte teor leviano, vem agora dizer que professores petistas fazem doutrinação de esquerda nas escolas. E o que dizer dos professores de Direita que estão numa atividade febril de disseminação do ódio. Nem todos, é claro, mas uma grande parte, sim. Devia estar cuidando do seu mandato que não tem apresentado produção nenhuma, a exemplo do seu novo líder Zé Agripino. Só sambarilove, só rolando o lero... No afã de ocupar o espaço de extrema direita que se apresenta no universo da conjuntura atual, a posição do deputado é francamente fascistoide. Quer ocupar o espaço que foi ocupado por José Agripino nas últimas três décadas desde a morte de Dinarte Mariz. Agripino demorou três décadas, Rogério não tem consistência, apesar de para esgrimir as armas brunidas da direita golpista não precisa de conteúdo nem de consistência, basta recitar com os cantos da boca cheios da espuma do ódio o velho catecismo da UDN.