sábado, 16 de maio de 2015

Será difícil convencer as Forças Armadas a ficar contra Dilma

O sempre abalizado Miguel do Rosário mostra que os Coxinhas que foram às ruas pedir “intervenção militar Já” vão precisar esperar pelo menos do tanto que os cidadãos democráticos do Brasil esperaram para voltar à democracia quando os militares açambarcaram o poder em 1964. Ou seja, será necessário o fim desta geração de comandantes militares de formação democrática para que se forme outra geração como aquela de 1864 formada na doutrina da segurança nacional que era nada mais, nada menos, que a doutrina do anticomunismo doentio, americanalhado que em nada defendeu os interesses nacionais nem a segurança do País. Lembra Miguel que o governo Dilma pode ser criticado por milhares de razões, mas o investimento que fez na indústria brasileira de defesa não tem paralelo em nossa história recente. Submarino nuclear, caças suecos, satélites. Tudo com transferência de tecnologia. São nessas coisas que a gente vê a diferença entre um governo soberano e um entreguista. O governo está investindo R$ 100 bilhões na indústria de defesa, a qual já responde por 30 mil empregos. A indústria de defesa no Brasil atualmente gera uma receita de US$ 3 bilhões por ano, é responsável por 30 mil empregos diretos e tem um potencial de crescimento. Essas informações são destacadas no vídeo abaixo, produzido pelo Ministério da Defesa sobre o setor que conta com R$ 100,4 bilhões de investimentos previstos pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A maior e mais sofisticada aeronave já projetada e fabricada no Brasil, por exemplo, tem investimentos do PAC previstos até 2022 de mais de R$ 12 bilhões. O projeto envolve o desenvolvimento — através da Embraer e a partir dos requisitos estabelecidos pela da Força Aérea Brasileira (FAB) — e a aquisição de 28 cargueiros militares KC-390. O primeiro voo do KC-390 aconteceu em fevereiro deste ano. De modo que o atual comandante geral das Forças Armadas. Já o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) conta com R$ 28,6 bilhões para, até 2025, implantar o Estaleiro e Base Naval, a construir o primeiro submarino de propulsão nuclear do Brasil e outros quatro submarinos convencionais. O Estaleiro de Construção (ESC), no Complexo Naval de Itaguaí (RJ), foi inaugurado em dezembro do ano passado. O mais importante é que o comandante do Exército Brasileiro, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, rechaçou qualquer possibilidade de as Forças Armadas interferir na situação política do país. Segundo o oficial, os manifestantes que reivindicam intervenção militar contra a presidente Dilma Rousseff (PT) nas ruas ou nas redes sociais estão completamente fora da realidade. “Não é papel das Forças Armadas fiscalizar o governo, derrubar o governo ou interferir na vida política do País", garante. Repete o gesto dos três comandantes militares no ano passado quando visitaram a presidenta Dilma e bateram continência após os grandes atos de rua da direita.

Obediência
O comandante do Exército encerrou sua declaração de modo que, se os Coxinhas tivessem o mínimo de inteligência se tocariam e ensarilhavam as bandeiras: “Isso absolutamente não procede. Não tem nenhum fundamento. O Exército é uma força de sustentação do Estado Democrático de Direito e deve obediência à presidente da República, que é nossa comandante-em-chefe”.

Bengalas
Quem quiser compreender o que representa tal PEC das Bengalas procure ler artigo de Paulo Linhares sobre o assunto. Melhor dizendo, é necessário ler o artigo para compreender o próprio STF.

13 de maio
O Governo Federal, juntamente com entidades da sociedade civil e do Judiciário, resgatou mais de 10 mil trabalhadores em situações análogas ao trabalho escravo, entre 2011 e 2015. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho na última quarta-feira, 13, durante evento em memória aos 127 anos de abolição da escravidão no Brasil. Respeito os que criticam o 13 de maio, mas lembro que a existência que permite a não admissão de nenhum tipo de escravidão só se consolidou com a lei de Isabel.

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Túlio Ratto manda dizer que a revista_rn chega virada num traque, destacando as greves quase pipocando no Rio Grande do Norte. Traz entrevista com o presidente do PCdoB de Mossoró, Gutemberg Dias, artigo intitulado “Adoção Legal: um ato de amor”, fala que 17 restaurantes do RN participam do Festival Brasil Sabor e mais uma pá de coisas boas com Yasmine Lemos, Ana Cadengue, o próprio Túlio Ratto, Ramirez Fernandes, Luis Fausto, Brito e Raildon Lucena. Quem perder, estará perdido...