quarta-feira, 11 de junho de 2014

A que ponto chegou a Justiça brasileira...

Odestino da dupla José Dirceu e José Genoino é quebrar paradigmas e revolucionar a vida. Quando na oposição, durante a ditadura militar, organizaram gente, formularam teses e se preparam para a única forma de se combater uma ditadura armada, ou seja, pela força das armas. A ditadura os prendeu, torturou, massacrou. Mas a ditadura se desmoralizou, fracassou e fraquejou, apodreceu e virou pó, caindo aos pedaços com o povo nas estradas, nas ruas, campos, construções pedindo e depois exigindo o óbvio, ou seja, o direito ao direito, o Estado de Direito, enfim, a democracia, com liberdade, igualdade e fraternidade. Genoino e Dirceu, lutaram, ralaram e ao lado de Lula, construíram o maior partido de massas com viés de luta dos trabalhadores de todo o Ocidente. Chegaram ao poder e assumiram cargos importantíssimos. O Ministério da Casa Civil e a presidência do partido no governo. O desejo de destruí-los, nutrido no coração da direita empedernida que cultiva com força o ódio de classes levou a nação a assistir o maior processo de denúncias, processo julgamento, condenação de políticos de peso, no País. E depois a perseguição sistemática de uma instituição que não poderia ter seus poderes personalizados na figura do presidente, mas que assim foi e que descambou para o ódio pessoal, a vingança, a arrogância e o autoritarismo mais reles. De modo que Dirceu, sem nada fazerem para isto, sem nada poderem diante do avassalador poder do STF respaldado pelo poder midiático elevaram o STF aos píncaros da glória e também sem nada fazerem e sem nada poderem jogaram o vetusto tribunal no rés do chão. Por que não dizer? Na lama e no lixo onde Joaquim Barbosa mandou um jornalista chafurdar... Ontem, o presidente do STF, o sinistro Joaquim Barbosa, pela primeira vez, desde que dom João VI transferiu de Portugal para o Brasil em 1808, a Casa de Suplicação, que era a suprema corte da época e que veio a se transformar no Supremo Tribunal Federal, expulsou, pela força bruta dos esbirros, um advogado no pleno exercício da sua profissão. Um espetáculo mais que lamentável, revoltante. Uma aberração. Resta saber qual a reação da mídia cretina que apoia todas as loucuras deste “juiz coiceiro” que desmoralizou de vez a Justiça brasileira. A OAB finalmente se tocou e lançou uma nota de repúdio. Vejamos:  “A diretoria do Conselho Federal da OAB repudia de forma veemente a atitude do presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, que expulsou da tribuna do tribunal e pôs para fora da sessão mediante coação por segurança o advogado Luiz Fernando Pacheco, que apresentava uma questão de ordem, no limite da sua atuação profissional, nos termos da lei 8.906. O advogado é inviolável no exercício da profissão.  O presidente do STF, que jurou cumprir a Carta Federal, traiu seu compromisso ao desrespeitar o advogado na tribuna da Suprema Corte. Sequer a ditadura militar chegou tão longe no que se refere ao exercício da advocacia. A OAB nacional estudará as diversas formas de obter a reparação por essa agressão ao Estado de Direito e ao livre exercício profissional. O presidente do STF não é intocável e deve dar as devidas explicações à advocacia brasileira”. Diretoria do Conselho Federal da OAB.

Coisas cabeludas
É bastante cabeludo o que se comenta nos bastidores sobre a adesão de José Agripino à candidatura de Henrique Eduardo, rifando a sua fiel liderada de quatro décadas Rosalba Ciarlini, que bancou todas as suas campanhas na região Oeste durante toda a sua trajetória política.

Pesquisa e pesquisa
O site 247 comenta as novas pesquisas para as intenções de voto na sucessão presidencial: A pesquisa do instituto Vox Populi, do sociólogo Marcos Coimbra acaba de ser divulgada; nela, a presidente Dilma Rousseff tem 40% e ainda vence a disputa no primeiro turno; senador tucano Aécio Neves foi de 16% a 21%; diferença mais significativa em relação ao Ibope, de Carlos Augusto Montenegro, que ontem também divulgou seu levantamento, é a pontuação de Eduardo Campos; na Vox, o socialista tem 8%, número próximo aos 7% do Datafolha, de Otávio Frias Filho, e distante dos 13% do Ibope; quem tem razão?

Impressionante
A cada momento me chega a notícia de mais um prefeito que declara apoio à deputada federal Fátima na sua postulação ao Senado Federal. Por outro lado, vejo que a maioria absoluta dos prefeitos está apoiando Henrique a governador, mas é quase sempre um apoio “sin tesón e voluntad”. Os prefeitos apoiam, mas a maioria absoluta dos vereadores não declara apoio e o povo rejeita.

R$ 12 milhões
Quando digo que a gente deve se perguntar diante de determinados apoios, “por quanto?” e não “por quê?”, tem gente que não entende. Mas já se comenta sem pedir segredo que um determinado apoio para formar uma determinada chapa custou nada menos que R$ 12 milhões e que o dinheiro já foi repassado, do mesmo jeito que aqueles R$ 100 mil que circularam em Brasília há menos de um ano no carro do motorista de um deputado federal.