quarta-feira, 18 de junho de 2014

Canalhice da elite bandida paulista ajudou Dilma eleitoralmente

Adoro escrever, mas às vezes não dá tempo fazer a coluna e aproveito algum artigo de boa qualidade e com uma visão diferenciada da mesmice de pauta única na mídia bandida. Muitas vezes o tempo é folgado, como hoje, mas prefiro transmitir aos meus amigos leitores algum artigo que me parece daqueles que não podem deixar de ser lido, como é o caso deste da lavra de Rui Daher, do site Terra Magazine.  Estava difícil de imaginar? Por acaso o evento não era programado acontecer no Estado mais conservador, mais paroquial, menos brasileiro, onde a meritocracia imigratória e o feudalismo do patronato rural se autoproclamaram locomotivas do País? Ou já esqueceram do que vicejou politicamente por aqui? Adhemar de Barros, Jânio Quadros, Paulo Maluf. Os raros intermezzos progressistas foram similares ao rinoceronte Cacareco, que nas eleições de 1959 foi o vereador mais votado. Não foi em São Paulo que se pretendeu todo o empresariado no aeroporto, fugindo de um eventual governo que promovesse qualquer forma de inserção social? Em 1964, a democracia não ficou a esperar o juramento do general Amaury Kruel de respeito à Constituição? Veio? Em que terras vocês acham que ainda marcha o cotidiano da Tradição, Família e Propriedade? O PSDB teria abandonado seus mais leves matizes de esquerda não tivesse percebido que somente à direita conquistaria o Estado e daqui o Planalto? Como se faz nas escolinhas de futebol, em São Paulo se formam os principais craques que vão brilhar no time do Acordo Secular de Elites Ferrador Clube (ASEFC). Algo esquizofrênico permeia a sociedade paulista. Ferrada, reclama e pede. Brindada, acha que mereceu, se vê exclusiva e cerra as portas para os que perderam o bonde. “Eu estudei, eu trabalhei, eu formei meus filhos com muita luta, eu comprei meu carro”. Só você, certo? O Zé do Lote 14, em Nossa Senhora das Dores, no Agreste Sergipano, bobeou. Dilma Rousseff lutou contra um Estado opressor, foi presa e torturada, passou por doença grave. Economista, ministra, foi eleita presidente na democracia e, através dela, garante ver-se diuturnamente criticada em sua gestão. Incomodar-se-ia de ser vaiada e xingada por plateia da ralé endinheirada desta província? Dentre as autoproclamações paulistas está contar com os mais bem preparados aparelhos educacionais. O mais antigo e rápido processo de industrialização. Capitalismo financeiro em moldes potentes e modernos. Aqui se originou a franja mais significativa que comanda o Poder Executivo há quase 20 anos, por partidos aqui criados. Pois, neste mesmo lugar, Arena Corinthians, Itaquera, São Paulo, essa força de grana, produção e cultura emburreceu e entregou, de mão beijada, apoio geral ao adversário que pretende destruir.

Pré-Sal
Lembram-se daquele projeto chamado Pré-Sal que o PIG e a oposição diziam que era balela? Que Lula estava enlouquecido ao dizer que o Pré-Sal existia de fato? Pois bem... Aí está o Pré-Sal existe e tem muito, mas muito petróleo mesmo. Já são 480 mil barris por dia. Bom que prestem atenção ao que é dito pela Veja, Globo, Aécio, Marina e outros inimigos do Governo e do Brasil. Lembrem que a Veja disse que nenhum estádio estaria pronto para a Copa de 2014. Tinha previsão de entrega de estádio para 2038. Uma pequena margem de erro de apenas 24 anos... Margem, não marginalidade desta imprensa bandida.

Idoso
O amigo Chico Borges, com longa folha de serviços prestados a Mossoró, filho de ex-prefeito e vereador por quatro mandatos, tendo assumido a presidência da Câmara e tendo se portado com grande decência no cargo, reclama ao radialista Carlos Nascimento que, aos 80 anos de idade, carteirinha de idoso na mão, quase nunca exerce seu direito a lugares reservados a pessoas especiais nos estacionamentos, simplesmente porque os brucutus de Mossoró ocupam de maneira deseducada, grosseira e anticivilizadas as vagas a eles destinadas.

Impressionante
E tem mais, meu querido Chico Borges: essas filas especiais em bancos, lotéricas etc. são uma farsa. Especial não é a fila. Especial é o idoso, o portador de deficiência, a gestante, a lactente, portanto, deve ter o direito de cortar qualquer fila.