segunda-feira, 2 de junho de 2014

O outro lado da não candidatura de Rosalba

Que Rosalba não conseguiria legenda para sua candidatura à reeleição, já era mais ou menos esperado, na medida em que estava clara a postura traiçoeira de José Agripino, que trocou o projeto maior de recuperação do DEM pelo projeto menor de reeleger o filho deputado federal para mais um mandato medíocre. Rosalba realmente não construiu o seu empoderamento dentro da estrutura partidária. Uns acham que por incompetência, por egolatria de Carlos Augusto, que tudo concentrou e não dividiu o bolo com ninguém; outros entendem que por excesso de concentração de Agripino. Quem já ouviu falar em José Agripino preocupado com suas campanhas em Mossoró? Estratégia, exército de cabos eleitorais, máquina funcionando e, acima de tudo, dinheiro, bufunfa, coramina para as campanhas dele em todo o polo, todos sabem que sempre saíram das economias do rosalbismo. E nunca foi dinheiro de ponta de lenço... E aqui não discuto como o dinheiro era arranjado, nem defendo os métodos que, como disse, nem conheço. Uma coisa, porém, salta aos olhos, por mais que a mídia vendida e rendida não dê um pio. É que há pouco mais de um mês, Rosalba disse alto e bom som que seus ex-aliados que agora não querem apoiar sua candidatura saíram do Governo porque ela não os deixou roubar... Quem? Como? Quanto? Em que circunstâncias queriam roubar e ela e/ou Carlos Augusto não deixaram? José Agripino, que é o principal deles, ouviu e calou-se; Garibaldi Alves, que foi seu segundo maior padrinho e que andou indicando secretários e depois tirando-os, foi outro que ouviu a acusação de querer roubar sem conseguir. Ouviu e calou-se; Henrique Eduardo, aquele que fez de conta que apoiava Iberê enquanto deixava Garibaldi Filho, que tem votos, levar o espólio do aluizismo para Rosalba em troca do mandato de senador para Garibaldi pai, é outro que ouviu a acusação da governadora, a quem ele acabara de elogiar como honesta há pouco mais de dois meses... E calou-se, fazendo de conta que não com ele; João Maia é outro que ouviu a grave acusação e calou-se; Rogério Marinho que era secretário, também ouviu e calou-se. Será mentira ou será verdade o que a governadora disse? Não se sabe. Sabe-se apenas que é uma declaração forte demais para ser esquecida assim, como se nada significasse. O ódio demonstrado por José Agripino neste ato de ontem nos faz desconfiar que Rosalba acertou na nuca do homem do Rabo de Palha e ele, fria e covardemente, armou a vingança. Afora estas indagações, penso que podemos constatar uma coisa. Apesar de todo o desgaste de Rosalba Ciarlini Rosado, este tremendo tapetão aplicado pelo seu ex-maior aliado a deixa na condição de vítima. Vítima e traída, porque o seu “Brutus” dela teve o máximo apoio e a máxima fidelidade durante quatro décadas, incluindo-se a rejeição das propostas de assumir três siglas partidárias para ser correta com ele, mesmo sabendo-se da sua imensa vontade de ir para a base aliada do Governo Dilma Rousseff que sempre a tratou muito bem. Não se sabe quantos votos Rosalba poderia ter no cenário atual, tampouco quantos votos ela poderá transferir já que não será candidata. Mas pode-se ter muita clareza de que o eleitor rosalbista não deverá pender para o lado onde estão os seus grandes traidores José Agripino, Henrique e Garibaldi, da mesma forma que não pendeu para a filha de Sandra Rosado na eleição suplementar de Mossoró. Qual a postura dela doravante, também não se sabe. Mas, uma coisa é certa. No seu juízo e no do seu marido deve estar fervendo a velha frase de Tarcísio Maia, pai de Agripino: “Em política, quando a gente não pode eleger alguém, a gente derrota alguém...”

Boas Práticas Sustentáveis
Entre os dias 4 e 6 deste mês, a Ufersa realizará a III Semana de Meio Ambiente, cujo tema neste ano é “Boas Práticas Sustentáveis”. Serão 18 palestrantes, representantes de nove instituições, sendo três instituições públicas, três privadas e três pertencentes ao terceiro setor. 

Três pilares
Como palestrantes, teremos representantes dos três pilares do desenvolvimento sustentável: desenvolvimento social, econômico e ambiental, tratando de coleta seletiva solidária, agroecologia, agricultura orgânica, adoção responsável de animais domésticos, plantas medicinais, arquitetura sustentável, compras sustentáveis, conservação da Caatinga, direito ambiental, direitos humanos e práticas sustentáveis no âmbito empresarial.

Carrapato
E eis que o Rio Grande do Norte recebe o maior aeroporto do País, tendo apenas o gigante de Guarulhos (SP) que a ele se equipara. Mais que um aeroporto, é um aeroporto/cidade, com direito a indústrias e inúmeros outros investimentos. São R$ 500 milhões gerando emprego e perspectivas em solo potiguar, mas em três dias seguidos, não consigo ver uma notícia favorável. Nada de bom tem destaque nesta obra fenomenal, só a coisinha, o detalhezinho, a besteirinha que deu errado. Que mídia, hein, mano?