sábado, 21 de junho de 2014

Igreja Presbiteriana dos EUA autoriza o casamento gay

Longe de mim fazer birra com as igrejas evangélicas, por quem nutro grande respeito. Mas é inegável que setores evangélicos que tanto sofreram historicamente com a intolerância religiosa pouco aprenderam com este processo cruel de falta de respeito às crenças e aos costumes sociais quando estes estão ligados a temas religiosos. É o caso histórico da Igreja Católica apoiando a escravidão negra em torno de uma interpretação literal da questão Noé X Cam. A mulher jamais poderia ter tido suas conquistas feministas, hoje aceitas por todas as crenças, se estivesse presa às interpretações de determinados trechos da Bíblia e de algumas denominações evangélicas. Deixando de lado esta complexa discussão, temos aí nas nossas mãos católicas, evangélicas, espíritas e ateias, a questão da homoafetividade que arrepia os pruridos fundamentalistas católicos e protestantes, especialmente no seu aspecto “casamento gay” e  que tem como contraponto a homofobia que atenta contra a vida, cujo respeito é o maior de todos os mandamentos da Lei de Deus. “Não Matarás”. Igrejas presbiterianas nos Estados Unidos há algum tempo aprovaram a aceitação de pastores gays. Agora autorizam os pastores a celebrarem o casamento gay nos 19 estados norteamericanos. Mas não é só isso. A revista Veja há mais de dez anos trouxe uma matéria sobre uma igreja evangélica específica para gays nos Estados Unidos, com mais de 25 mil membros, todos gays, a começar pelos pastores. Em Minas Gerais, estado mais conservador do Brasil, não só tem uma igreja evangélica gay, como os pastores se casaram com todas as pompas de uma cerimônia matrimonial, com direito até a bolo confeitado com os bonequinhos dos noivos. Em São Paulo, pastora que pregava cura gay, além de casar com sua companheira com quem mantinha um caso amoroso há mais de dez anos, declarou sem meias palavras: "Fiz tudo o que a igreja mandou fazer para deixar de ser lésbica, não deu certo". A igreja delas fica no número 1600 da avenida São João, no centro de São Paulo. Ali os crentes “celebram a palavra de Deus, pagam dízimos, cantam em uníssono músicas animadas sobre o evangelho, e, em plena quarta-feira, lotam as cadeiras para acompanhar o culto. Tudo isso seria exatamente igual a qualquer outra igreja, se não fosse o fato de que a Comunidade Cidade de Refúgio se tratasse de uma igreja inclusiva, que recebe de portas abertas gays e lésbicas, sem julgamentos sobre suas orientações sexuais”. No Juazeiro do Padre Cícero, foi feito um documentário de cinema intitulado, “Também sou teu povo, Senhor”. Trata da participação fortíssima dos gays na organização das romarias. Ou será que alguém tem dúvidas de que são muitos os casos incubados de crentes e católicos que tentam disfarçar a todo custo, em nome do medo da condenação ao mármore do inferno, mas praticam a homossexualidade com todas as forças dos seus sentimentos? Aqui na região, pouca gente soube, mas numa cidade vizinha a Mossoró, existia um casal muito peculiar. Era o missionário católico que cuidava da igreja da cidade e o pastor protestante... E assim caminha a humanidade. Entre a homossexualidade, que não estimulo, mas respeito, e a homofobia, que discrimina, assedia moralmente e assassina, prefiro a frase do papa Francisco: “Se Deus fez o gay e ele está procurando Deus, quem sou eu para proibi-lo”. 

Alternativos
Há um setor com mais de dez mil pais de famílias trabalhando em todo o Rio Grande do Norte, que está em peso com Fátima Bezerra para o Senado. Falo dos transportes alternativos. Neste segmento há uma rejeição violenta a Wilma de Faria, porque o setor foi muito perseguido nos dois governos dela. O mais grave é que toda esta perseguição a serviço das empresas de transportes coletivos intermunicipais e interestaduais, não conseguiu salvar as empresas.

Faz-de-Conti
“Por trás de tudo, de todas as maldades jornalísticas praticadas pela Veja, estava Mario Sergio Conti, uma das figuras mais amplamente detestadas pelos jornalistas brasileiros", diz Paulo Nogueira, editor do Diário do Centro do Mundo, ao comentar a entrevista de Conti com um sósia de Felipão; "a origem do horror em que a Veja se transformou nos últimos anos estava ali, sob as mãos malévolas de Mario Sergio Conti. Além deste papel sujo, Conti vivia detonando tudo que jornalistas de esquerda escreviam, como o livro Privataria Tucana, acuando o autor de “falta de profissionalismo”. Agora, o cara deu uma escorregada que o deixou totalmente desmoralizado, especialmente no item “profissionalismo”, depois que estupidamente entrevistou um sósia de o cara do Felipão". Por exemplo.

Saúde caótica
Mas não é no País da Copa do Mundo... É lá na sede mundial do capitalismo: Estados Unidos da América. O Globo, e não algum panfleto do PT, está dizendo que embora seja o mais caro, o sistema de saúde dos Estados Unidos é o pior dentre 11 países desenvolvidos do mundo. Essa foi a principal conclusão do relatório de 2014 da organização Commonwealth Fund. Esta foi a quinta vez consecutiva que os americanos ficaram na última posição no ranking produzido pela pesquisa. Além dos EUA, participaram da pesquisa: a França, o Reino Unido, Austrália, Alemanha, Canadá, Suécia, Nova Zelândia, Noruega, Holanda e Suíça. Todos os sistemas de saúde desses países foram superiores ao americano nos quesitos qualidade de atendimento, acesso a médicos e equidade de acesso em todo o país. A pesquisa utilizou dados da OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico e da OMS - Organização Mundial de Saúde.