quinta-feira, 12 de junho de 2014

Ricos e classe média querem tirar o PT do poder

Éo que diz o respeitadíssimo economista Márcio Pochmann. Durante visita a Fortaleza no último sábado, o economista – uma das principais cabeças do projeto econômico do PT – disse que setores estão "insatisfeitos" com perda de privilégios durante os governos petistas. Ele entende que ricos e classe média brasileira enxergam como “questão decisiva” a saída do PT do poder nas eleições deste ano. Segundo ele, esses grupos estariam insatisfeitos com políticas petistas de descentralização de renda, que estariam, por tabela, “combatendo privilégios” dos mais ricos. Ricos não estão nada satisfeitos. Para eles, é uma questão decisiva ver o PT fora do governo. Nossa classe média também não suporta o combate às desigualdades, porque ele é também o combate aos privilégios. “É aquela questão do status, que é atacado pelos programas sociais”, disse Pochmann, que esteve em Fortaleza participando do “Café com Ideias”, projeto organizado pela Casa Vermelha, ação ligada ao vereador Guilherme Sampaio (PT). Ilustrando a questão, Pochmann citou exemplo de pessoas da classe média que estariam incomodadas com a ascensão de brasileiros de baixa renda após governo do PT. “Existe a questão do status. A patroa vai para Miami e vê a empregada doméstica. O cidadão compra um carro, mas aí vê que o porteiro também tem carro novo. Essa classe média não nos quer”, disse o economista. Pochmann afirmou ainda que, para as eleições deste ano, o desafio e diretriz do PT deve ser organizar e se aproximar de setores beneficiados por programas sociais dos governos Lula e Dilma. Entre possíveis “alvos”, ele cita estudantes beneficiados pelo Prouni e 3 milhões de famílias beneficiadas pelo programa Minha Casa Minha Vida. “Precisamos organizar e transformar esses grupos em política, mobilizações. Buscar esses segmentos e organizá-los. Isso porque, na política, não existe vácuo. Se nós não buscarmos essas pessoas, outras vão”, disse. Para eleição deste ano, Pochmann também destacou necessidade de o PT “bancar” debates envolvendo reformas profundas na sociedade. Entre os pontos criticados pelo economista e passíveis de mudanças, estão projetos de regulamentação da mídia e concentração de terras em grandes latifúndios. “Nós inventamos o Brasil sem mexer no velho, nunca se mexeu na aristocracia rural (...) hoje, 40 mil proprietários possuem até 50% das terras, e elegem 20% das casas legislativas”, disse o economista. Ex-presidente do Instituto de Pesquisa Aplicada entre 2007 e 2012, Márcio Pochmann é professor titular da Unicamp e um dos ideólogos das propostas econômicas dos governos do PT desde a era Lula.

Copa das cópulas
Promoção do MOTEL ELLUS de Mossoró-RN: Quem acertar o placar do jogo de hoje ganha uma pernoite grátis. Slogan: #VAITERCÓPULA

E haja copa
Como se não bastasse esta tremenda gozação mossoroense, que por sinal, reputo da maior inteligência. Baita slogan, ainda tem a folclórica posição da Câmara Municipal de Mossoró aprovando um requerimento que aprova a realização da Copa do Mundo no Brasil. Até então, estávamos todos em dúvida, mas diante de tão alto poder que “se alevanta”.

Black burros
Os black blocks, que em respeito aos verdadeiros contestadores a que muito respeito, há um ano queimam ônibus por qualquer motivo. Inclusive, agora em protesto contra a realização da Copa do Mundo no Brasil. Quem anda de ônibus é pobre, trabalhador, aquele cidadão que mais precisa de defesa e de proteção e que, acima de tudo, não tem culpa alguma por algum erro porventura cometido na realização da copa ou na decisão de fazê-la no Brasil. Estranho que nenhum cretino se dispôs a atear fogo na Ferrari ou BMW de Ronaldo Nazário, que disse estupidamente que “não se faz copa com hospital” criando uma falsa dicotomia entre saúde e esporte e que, ainda por cima disse que eles, os black blocks “merecem cacete”. Assim sendo, que “se reiem pra lá”.

Informações
Aguardam-se informações detalhadas sobre a concessão do posto de gasolina de aviação, do novo aeroporto de São Gonçalo. Com base no resultado, poderemos entender melhor o cenário político do Rio Grande do Norte.

FotoLegenda
Primeiro o Hexa; depois essa: