sábado, 11 de outubro de 2014

Dilma denuncia que estão dando um golpe

Por duas vezes na sexta-feira 10, Dilma Rousseff reagiu com indignação ao vazamento da gravação do depoimento do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa à Justiça Eleitoral, em Curitiba. Ela classificou a divulgação que ocupou boa parte da mídia como um "golpe". - Eles sempre querem dar um golpe, disse a presidente referindo-se aos adversários do PSDB. E estão mesmo dando um golpe eleitoral com essa divulgação. Quem começou essa investigação fomos nós, enquanto eles tinham um filiado ao PSDB na chefia da Polícia Federal e um procurador-geral que era o engavetador geral da República, reagiu a presidente. - Nós não concordamos com o uso eleitoreiro de processos de investigações que nós começamos. Nós desenvolvemos. Porque a Polícia Federal passou a ser um órgão de investigação a partir dos nossos governos, disse Dilma. Ela prosseguiu: Quem era nos últimos quatro anos do PSDB, quem era o diretor-geral da Polícia Federal? Era aparelhado, era um militante filiado do PSDB. Eles aparelharam a Polícia Federal. Por isso, a Polícia Federal investigou pouco, descobriu pouco, prendeu pouco, acrescentou ao final de uma caminha de campanha ao lado do candidato a governador gaúcho, Tarso Genro.Ela bateu duro nos adversários: Eles destilam ódio. Eles destilam mentiras. Nós temos que responder com a verdade e a esperança", disse Dilma

Punição
E Dilma disse mais: "Se o PT enquanto pessoas do PT errou, se qualquer outro partido tiver pessoas que erraram, elas têm que ser punidas. Aí é o seguinte, é o doa a quem doer. Você não condena uma instituição. No Brasil você condena pessoas. Se alguém errou, tem que pagar", 

Excluindo os aecistas
Costa e Youssef denunciaram na quarta-feira, em depoimento à Justiça Federal do Paraná que foi divulgado na imprensa, esquema de propina com contratos da Petrobras que favorecia, segundo eles, PT, PP e PMDB, além de envolver empreiteiras e executivos de grandes empresas. Dilma definiu como "muito estranho e muito estarrecedor" o fato de as denúncias virem à tona em período eleitoral. "Que haja de fato interesse legítimo, real e concreto de punir corruptos e corruptores, mas que não se use isso de forma leviana em períodos eleitorais e de forma incompleta, porque nós não temos acesso a todas as informações", disse Dilma.

Acesso negado
"Tive todo interesse em ter acesso a isso para tomar as medidas cabíveis. Sei, por informação do Ministério Público Federal e do Supremo Tribunal Federal, que essas informações ainda estão sob sigilo. Então, eu acho muito estranho e muito estarrecedor que, no meio de uma campanha eleitoral, façam esse tipo de divulgação", acrescentou a presidente. Ontem, o ministro do STF Teori Zavascki negou acesso aos depoimentos de Paulo Roberto Costa solicitado pela CPMI da Petrobras, pela presidente Dilma Rousseff, por meio do ministério da Justiça, e pelo governador do Ceará, Cid Gomes, que foi citado por Costa, segundo reportagem da revista IstoÉ.

Destilando ódio
Ao encerrar seu discurso, Dilma voltou a atacar o PSDB. "Eles destilam ódio. Eles destilam mentiras. Nós temos que responder com a verdade e a esperança", disse Dilma.

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Solidarizo-me com a campanha que Rogério Dias e intelectuais da cidade estão fazendo pela salvação da Coleção Mossoroense, a maior do Brasil. O prefeito deve ter recebido o décimo ou centésimo ofício pedindo apoio. A Coleção Mossoroense pede socorro, pois as sobrinhas de Vingt-un deixaram-na anêmica. Que o prefeito Silveira Júnior não a deixe sucumbir