terça-feira, 16 de junho de 2015

A CPMF é o seguro-saúde do povo e o terror dos sonegadores

Por trás do discurso cínico da oposição e da mídia existe uma realidade maior e mais grave que a primeira derrota do governo Lula no Congresso Nacional, que foi a derrubada da CPMF, o chamado “Imposto do Cheque” ou “Imposto da Saúde”. Na verdade, não era um imposto, mas uma contribuição, pois imposto seria comum a todos. No caso específico, só quem movimentava valores através de cheques tinha esta contribuição descontada. 0.3% do valor do cheque. Ou seja, de um cheque de mil reais, uma contribuição de três reais para a saúde. No duro, esta contribuição atingia a absoluta minoria dos brasileiros, pois vivíamos um tempo de grande exclusão bancária. E com certeza, se tivesse continuado não teria atingido quase nenhum dos 30 milhões de brasileiros que se beneficiaram da inclusão bancária promovida na Era Lula. Beneficiário de Bolsa-Família, ainda que com conta bancária não movimenta valores através de cheque. Só o cartão usado na boca do caixa para sacar seus 200 contos de réis. Tivesse que pagar CPMF e não passaria de seis centavos. Mas, na prática, nem isso. E aí, nenhum tostãozinho para a CPMF. Pelo contrário, estes seriam deverasmente beneficiados pelos 40 bilhões mensais que o fim da CPMF retirou da saúde. No duro, no duro, e isso nunca foi dito, nem mesmo pelo incompetente marketing do governo e do PT, 70% da CPMF eram oriundos de empresas multinacionais. Outro aspecto que ficou esquecido no debate e aí era onde residia a maior importância da CPMF, é que através dela todos os dias a Receita Federal podia checar a grana de quem usa cheque. A sonegação fiscal é a grande arma de concentração de renda no Brasil. É, em números absolutos, disparadamente, o maior volume de corrupção, o grande buraco nas verbas públicas. Depois de terem passado dez anos falando que o “Mensalão” foi o maior escândalo de corrupção do Brasil, por ter custado nada menos que 55 milhões de reais, somente a sonegação de impostos federais de um empresário mossoroense desviou do caminho dos cofres públicos “a bagatela” de 500 milhões de reais, exatamente 9,09 vezes “O Mensalão”. Parece o poema de Antonio Francisco: “Numa guerra o homem mata/ Centenas numa manobra/ Inda tem besta que diz:/ Eu tenho medo de cobra”.

Pouco mais que um décimo
A direita golpista, com certeza, caiu das nuvens ao descobrir que apenas 12% dos eleitores brasileiros odeiam o PT. Aproximadamente, 30% amam o PT.

Conjuntura
Os outros 64% se decidem de acordo com a conjuntura ou de acordo com o nome do candidato em julgamento. A conjuntura de 2018 deverá ser bem diferente da atual. Basta dizer que, enquanto a previsão de inflação para 2015 é de 8,2%, a de 2016 é de 5,3%. Depois a tendência será sempre de queda, com aumento do emprego e um programa arrojado de investimentos, com inauguração de obras de grande envergadura, mantendo e ampliando os programas sociais.

Quanto ao nome...
Quanto ao nome em julgamento, teremos Lula no PT contra Aécio ou Alckmin. Quem viver, verá.

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