terça-feira, 30 de junho de 2015

Dilma não respeita “cabueta”

Há uma figura execrada em todo e qualquer ambiente. Inclusive nos piores ambientes, que é onde essa praga mais prospera. São os “cabuetas”. Como os micróbios, sejam fungos, bactérias ou vírus ou insetos maléficos, eles mais se proliferam nas sombras, na lama, no mofo, na podridão produzindo-a, reproduzindo-a e dela se alimentando. Odeiam a luz. Do sol ou da verdade. “Cabueta”, corruptela de “caguete” que, por sua vez já é corruptela de “alcaguete”, palavra bonita de significado reles e sujo, é palavra nascida de uma função menor nos meios policiais, que é o sujeito “infiltrado”, o cara sem escrúpulos que se mete em meio aos ambientes de prostituição, roubo, drogas, tráfico e pistolagem para denunciar seus pares. De alcaguete, a figura odiada por todos os que são do mal e nunca aceitos pelos que são do bem, veio a qualificação mais adequada: “Dedo-duro”, aquele que aponta alguém, de dedo em riste. Pois bem. Esse filhote de urubu com escorpião saiu da sarjeta no Brasil de Sérgio Moro, Aécio Neves e do PIG – Partido da Imprensa Golpista, para, mesmo na cadeia dirigir toda a pauta da imprensa, do Congresso Nacional e, pasmem, da Justiça. Parece a história do rabo que balança o cachorro. É o bandido pautando o juiz que pauta o bandido com fito de pautar a imprensa e usufruir dos seus minutos diários de glória. Sérgio Moro institucionalizou o “dedurismo”, a “cabuetagem” e alçou à condição de semi-heróis o habitante do esgoto, em nome do instituto duvidoso da delação premiada, que por ele vem sendo confundida com a construção de provas. Junto com o bandido, o juiz pauta a mídia vampireza que pede sangue podre a cada dia para alimentar a sua sede de injustiça. Um ano e meio e nenhuma prova de nada, no rastro de uma imensidade de prisões ilegais. A não ser um saldo gordo de “erramos” na imprensa e de “errei” na Justiça. E nada acontece. E por isto tudo continua acontecendo. Dilma, como qualquer cidadão que passou pela clandestinidade em defesa de um ideal, com o nobre projeto de acabar a ditadura, como uma pessoa que foi delatada, presa, torturada e execrada, odeia o “cabueta”, o “dedo-duro”, este tipo salafrário que para os cristãos é caracterizado em Judas e para os patriotas em Joaquim Silvério dos Reis. Mas Dilma é educada e, por mais esquentada que seja, mede as palavras, com especialidade estando no estrangeiro, justo nos Estados Unidos, o “dono do mundo” que já recebeu reprimenda oficial dela. Por isto e só por isto, ela, diplomaticamente, disse que “não respeita delator”, mas é mesmo o “dedo-duro”, o “cabueta”. Figura de vira-lata que no afã de ganhar algo “delatando”, vive “delatindo”. Só um juiz sem respeito às leis, sem compromisso com a Justiça, sem peia nem cabresto de civilidade, poderia alçar à glória dos altares midiáticos, o pior de todos os salafrários, o “cabueta”. Mas... Ao vazar informações de forma seletiva, vê-se que o próprio age como deles. Pois, pois.

Potência
Talvez a expressão “Potência mundial”, pronunciada por Barack Obama se referindo ao Brasil seja um pouco demais para a realidade brasileira do momento. Mas uma coisa é certa. Somente os retardados e os quintas colunas tratam o Brasil como um País sem expressão. Somos a sexta economia do mundo. Isto vale alguma coisa. Muita coisa.

Imperdível
Vídeo que está rolando na internet com Marieta Severo, com toda a sua severidade, honestidade e inteligência desmontando o circo do Faustão que, cumprindo determinação superior põe todos os artistas entrevistados no seu programa para falar mal do Brasil. Ferrou-se de verde e amarelo. Marieta matou a pau.

Pé de galo
Galo é 13. E em Mossoró, o PT e o prefeito Silveira Júnior andam às voltas com o boi-de-fogo criado a partir dos erros crassos cometidos por ele, com a conivência da conveniência de uma banda do PT local, ao romper os acordos estabelecidos, na eleição suplementar. Com o prefeito na hora do ônus continua somente quem já estava quando ele mais precisou. Quem o apoiou e foi excluído do governo é quem está chegando junto para procurar superar a dificuldade que sua gestão enfrenta neste momento. Grupo que sabe a dor de ser governo e entende que um casamento não pode se pautar apenas pela lua de mel.