segunda-feira, 22 de junho de 2015

O dominó dos dominantes

Finalmente alguém cria coragem de enfrentar o atrabiliário juiz Sérgio Moro, decididamente um inquisidor, diferentemente do papel de magistrado que nem de longe tem cumprido. É evidente a parcialidade do juiz Sérgio Moro. Tem partido, tem lado. E tem olhar de psicopata. É visceralmente contrário ao PT, desabridamente inimigo ao governo. Está cristalinamente a serviço de interesses escusos, golpistas. Trabalha em cima de uma pauta política e politiqueira. Sua cruzada anticorrupção nem de longe se evidencia sincera. Tanto que suas prisões e vazamentos seletivos. Várias são as certezas contra tucanos, demos e outros bichos que dormem na sua mesa de enquanto pipocam denúncias e prisões descabidas contra petistas ou contra quem quer que possa dizer algo ou alguma coisa contra o PT ou a petistas, desde o militante de núcleo, ao vereador, deputado estadual, senador, ministro, até a sua sede de sangue poder, por fim, satisfazer-se na jugular de Dilma, com vistas a evitar um quinto mandato petista na presidência da República. Definido que o candidato à sucessão de Dilma é Lula, mais fases más frases pululam da Lava Jato para a mídia, sem peia e sem cabresto. O alvo é Lula. O que, aliás, não é novidade. Mas muitos são os Torquemadas que cansaram na espinhosa de missão de tentar desmoralizar Lula e pô-lo na cadeia, não mais como herói nem vítima, mas como vilão. Lula é investigado desde quando assumiu a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, e, depois da prisão injusta do irmão Frei Chico durante a ditadura que rasgou a capa da sua alienação revelando o maior líder popular do País em todos os tempos. Só teve sossego num cargo que assumiu: O de presidente do Fã Clube de Wanderley Cardoso. Porque até ali não representava perigo algum aos poderosos do Brasil e do mundo. Moro quer quebrar as empreiteiras com essas prisões por uma suposta corrupção pré-datada, de uma licitação que ainda nem houve. Quebrando as empreitas, trinca-se a Petrobrás; Trincando-se a Petrobrás, estagna-se o PIB, estagnando o PIB abala-se Dilma e, mesmo que não se consiga a impeachment, deixa-se a presidenta a sangrar em pé. Assim, enfraquece-se a candidatura Lula para 2018.

No cravo e na ferradura
Sérgio Moro quer mais. Além de Lula, ele quer jogar pra baixo o ritmo do PIB. A Petrobrás representa 13% do PIB, em torno de si tem 2.800 segmentos da economia brasileira, sendo que o principal setor é a construção civil. Quebrar as empreiteiras, é quebrar o elo mais forte da economia que gira em torno da Petrobrás. 

No cravo e na ferradura II
Não quebra a Petrobrás, mas trinca e trincar a Petrobrás é jogar a economia brasileira para patinar na lama por um bom tempo. Tempo suficiente para desmoralizar a Petrobrás e forçar o projeto que Serra agora apresenta no Congresso, o fim do regime de Partilha, mesmo que isto represente o fim dos royalties para a Educação e para a Saúde que a própria oposição pôs como emenda quando o governo queria os 100% para a educação.

Agnelo
Como em toda a sua vida, Agnelo, ontem, durante seu velório e sepultamento foi, na mídia onde muito destilou inteligência e veneno, foi santo e demônio. Santo para seus muitos amigos; demônio para seus muitíssimos desafetos. Impossível é ficar imparcial diante da sua força. Para o bem e para o mal, Agnelo foi um forte.

FotoLegenda
Nunca vi tanta repercussão como na frase bombástica de Ricardo Boechat (À esq.) mandando o pastor picareta Silas Malafaia “procurar uma rola”. Machista ou não, a frase é corriqueira no Sudeste, como gíria e caiu como uma luva com carapuça na cabeça doentia do homofóbico Malafaia, lembrando-nos a peça teatral “Machos” que tantas vezes foi encenada no auditório da FACEM nos bons tempos do projeto Outras Falas. A peça mostrava que quase sempre os homofóbico radicalóides são, na verdade, gays incubados que não têm dignidade suficiente para assumir de público sua sexualidade e ficam esbravejando contra a homossexualidade unicamente para disfarçar a própria condição.