sábado, 6 de junho de 2015

Sai o “padrão” Fifa e entra em cena o novo paradigma: o “ladrão” Fifa

A capa da revista Carta Capital traz um típico álbum de figurinhas com os principais presos da Fifa, deixando claro que ele não está completo, destacando a falta da Rede Globo na sequência dos punidos. Teria a necessidade de abrir mais espaços, pois são muitos os que ainda falta terem seus retratos ali expostos. A revista Veja, por sua vez, traz uma capa com um garotinho e dois cachorros, como sempre, fugindo do assunto corrupção, quando os fatos batem à porta dos seus escolhidos, com especialidade a sua colega de PIG – Partido da Imprensa Golpista –, a Rede Globo e os tucanos que lhe sustentam, dela se sustentando. A coincidência, diria alguém mais escrachado... São os cachorros. Ainda que uns sejam de quatro e outros de duas pernas. A cúpula da Fifa caiu como um castelo de cartas. Mas não há nenhuma novidade nos motivos. Todos sabem que entidade mundial que move montanhas de dinheiro mundo afora, é, há muito, um antro de corrupção sem limites e, claro, até pelo seu caráter globalizado, sem fronteiras. Novidade não há na roubalheira, mas na investigação e punição. Do mesmo jeitinho do Brasil. Sabe-se que “um poder mais alto se alevanta”. É o interesse dos Estados Unidos em contestar os resultados das escolhas das sedes das copas de 2018 e 2022, que ficaram com Rússia e Catar e em nenhum dos casos, de novo, com os Estados Unidos, país centro da corrupção mundial. A ponta do iceberg já tinha sido levantada pelo Brasil, com a CPI do futebol, com as investigações contra Ricardo Teixeira, que geraram até mesmo pedido de afastamento de Joaquim Barbosa no julgamento, alegando-se suspeito, a condenação por outro ministro, mas sem nenhuma conseqüência prática e, por fim, a prisão de gente ligada ao núcleo duro da Fifa vendendo ingressos falsos em jogos da última copa no Brasil. Quer dizer, se o Brasil sabia, imagine-se o resto do mundo. Mas eis que agora entra no jogo, além dos melindres norte-americanos, o temor da desmoralização por parte de Israel que estava prestes a ser expulso da federação mundial por racismo. Se, por um lado seria grave sair da Fifa, muito mais grave seria ser carimbado como aquilo de fato é: um estado racista. A grande lição que resta deste episódio que parece estar somente começando, é que aquilo que se impôs ao Brasil e, por que não dizer, ao mundo, como paradigma de competência, o chamado “Padrão Fifa” é uma grande balela. Como vimos a entidade mostrou mais furos na copa do Brasil, que um queijo suíço. E foi lá na terra do queijo furado, que as pulseiras de prata enfeitaram os pulsos de um novo tipo de ladrão, o ladrão chique, famoso, poderoso, competente, duradouro. E globalizado o “Ladrão Fifa”. E foi aí que podemos ver suas relações no Brasil. José Maria Marin, J. Hawilla, Ricardo Teixeira, como o fora seu sogro João Havelange, foram amigos da ditadura militar brasileira, de Maluf, dos tucanos, da Rede Globo e do paladino da Justiça e da moralidade, Joaquim Barbosa, Ronaldão e Aécio Neves, com direito a homenagens e sociedade empresarial em alguns casos deste caso.

Partido em crise?
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou na última sexta-feira, 5, em Aracaju (SE), que, “diferentemente do que afirma a mídia monopolizada e a oposição de direita”, o partido não está em crise; ele rechaçou que o PT proteja aqueles que cometem ilegalidades e destacou a importância do 5.º Congresso do partido para a definição de “novos caminhos”; “Só neste ano, já foram 17.750 novas filiações, mais do que o dobro de todo o ano passado.

Duzentas mil novas filiações
Além disso, há mais 139 mil filiações aprovadas, esperando as plenárias de confirmação da militância e há ainda mais 47 mil pedidos de filiação que aguardam análise das direções. Ou seja, são quase 200 mil pessoas que estão pedindo ingresso no PT, partido que tem 1.742.802 filiados. Isso não é um partido em crise, como a mídia monopolizada tenta nos classificar", afirmou. Na coletiva de imprensa, Rui defendeu que é “tempo de parar de falar de ajuste” e disse que o Brasil precisa superar o modelo de governo de coalizão.

Crise mesmo
Em crise mesmo, parece estar a Editora Abril, que acaba de fechar mais quatro das famosas revistas de circulação nacional, e demite funcionários diariamente. Uma situação mais grave, mas não totalmente diferente da Rede Globo, que perde audiência e renda mês a mês. Veremos quem vai botar a cabeça de fora...

FotoLegenda
E por falar em Fifa, vejamos esta figurinha que se destacou com uma declaração imbecil durante os atos de protesto contra o PT, pelo impeachment de Dilma. Esse é o “padrão Fifa” dos contestadores que foram às ruas “salvar o Brasil da corrupção”... Já não basta ser vira-lata, contraditoriamente, essa laia reivindica pedigree... E tem!