sábado, 27 de junho de 2015

Assú quer o padre Flávio prefeito

Em Mossoró, não é necessário dizer quem é o padre Flávio Augusto de Melo. Sua folha de serviços prestados é enorme. Por onde passou, deixou um rastro positivo como sacerdote e como gestor. Assú o ganhou de presente, mas não foi de graça. Foi uma compensação por ter nos dados os seus filhos queridos Américo e Alfredo Simonetti, que tanto bem fizeram à Terra de Santa Luzia. Agora é vigário de Assú. E parece que além de acordar São João, acordou também a cidade. O mundo político foi surpreendido com uma boa notícia, em meio a tantos registros desagradáveis que inundam a mídia, nestes tempos em que a crônica política se confunde tanto com a crônica policial e policialesca. Padre Flávio é uma sábia escolha. Com todo meu respeito pelos políticos daquela cidade amiga, a opção é inteligente, não só pelo nome altamente qualificado, como também pelo fato de ser um nome consensual, o que evitaria um desgaste que, por si, não é condenável no regime democrático, mas que gera muitos atritos desnecessários. Uma campanha consensual, com certeza ocuparia corações e mentes com uma pauta propositiva, em vez das picuinhas naturais no processo de disputa em que, como diz um amigo meu, que mora no Maranhão, sobre os tempos de campanha política: “É um tempo em que até vaca desconhece bezerro”. Sei que é uma opção muito difícil, pois mesmo continuando sacerdote, o padre que decide entrar na política partidária tem que pedir suspensão das suas atividades pastorais. Hoje, é consenso de que o padre Flávio, continuando a sua trajetória sacerdotal, com certeza crescerá na hierarquia da Igreja Católica, com uma possibilidade concreta de tornar-se bispo num futuro mais distante, porém palpável. Concretamente, sua decisão de entrar na política, diante da carência de grandes nomes em nosso Estado que vive uma crise de lideranças, pode ser a oportunidade do surgimento de uma das estrelas a compor o primeiro time da política estadual, ora tão desfalcado. Muitas previsões poderiam ser elaboradas a partir de um mandato de prefeito para o padre Flávio, em Assú. Mas, é melhor parar por aqui para não gerar ilações nem ciumeiras. Por enquanto só nos resta torcer. E, claro, em se tratando de um homem de igreja, também rezar para que se cumpra a vontade de Deus. O padre Flávio de Melo não é apenas um nome Augusto, é acima de tudo, muito Forte. Fortíssimo para 2016 e para o que virá. Talvez, seja um clarão num horizonte nebuloso em que ninguém suporta mais a mesmice das oligarquias que estão necrosadas, mas que são duras na queda e quando caem, mesmo quando algumas células morrem, elas teimam em não se deixar enterrar. Portanto, padre Flávio, se ASSÚ lhe quer com tanta decisão, ASSUma... Não mude de ASSUnto.

Quadrilha on-line
Não bastasse a Internet sendo usada dentro de presídio, inclusive Alcaçuz, com um presidiário ordenando a prática de crimes em Apodi e alhures, foi descoberta uma rede de 200 novos deputados que se articulando em um grupo de WhatsApp para se combinar quanto à forma de chantagear a presidenta Dilma para extorquir verbas indevidas. O comando da quadrilha on-line fica com a “txurma” do PSDB e do DEM, mas até um cretino do PT de São Paulo foi flagrado no meio desse lixo eletrônico. Cabe ao PT expulsar o vagabundo. E, claro, atentar para o que foi dito pro Cid Gomes sobre os 400 achacadores que habitam aquela casa de recursos e mais recursos...

Chuva
Uma chuvinha temporã alegrou o Rio Grande do Norte. Pingou aqui e ali. Estive pras bandas da zona rural de Governador Dix-sept Rosado e achei tudo molhado. Fui ao Agreste e de Goianinha a Nova Cruz, passando por Santo Antonio do Salto da Onça, estava tudo molhado animando muita gente que por lá, a agricultura é mais tardia que por aqui. No Potengi, em Lagoa de Velhos também pisamos em lama e, de volta à Serra do Mel, encontrei poças pela estrada.

Casamento gay
Para os religiosos mais radicais que alimentam um discurso homofóbico com base em interpretações homofóbicas dos textos sagrados do Cristianismo, a estrada está se estreitando. Nos países católicos mais desenvolvidos o casamento gay já é um fato antigo. Agora ruiu o bastião do discurso homofóbico em alguns estados norte-americanos. O casamento gay foi aprovado para todos os estados à sombra do Tio Sam. E trata-se de um país de maioria evangélica.

FotoLegenda
É assim que funciona  a moral de Sérgio Moro e da mídia. Está na Internet.