segunda-feira, 1 de junho de 2015

Querem acabar com o PT e Dilma por medo de Lula, diz Chico Buarque

Em entrevista ao site do jornal espanhol El País, o respeitado compositor Chico Buarque diz que o Brasil vive situação “muito confusa” e ninguém sabe o que acontecerá nos próximos anos. Para ele, governos do PT atenuaram desigualdade social. O cantor, escritor e compositor Chico Buarque saiu em defesa do PT, da presidenta Dilma e do ex-presidente Lula e repudiou os ataques da oposição aos petistas. Em entrevista ao site do jornal espanhol El País, Chico afirmou que oposicionistas ao governo querem “acabar” com o Partido dos Trabalhadores e desgastar Dilma para evitar a volta de Lula ao poder em 2018. “O alvo não é Dilma, mas o Lula; têm medo que ele volte a se candidatar”, declarou. Em entrevista ao repórter Antonio Jiménez Barca, Chico disse que, embora não seja filiado, não tem “qualquer problema” em “tomar partido”. “Sempre apoiei o PT, agora a Dilma Rousseff e antes o Lula”, disse. O compositor participou de gravações do horário eleitoral de Dilma e Lula. Segundo ele, o PT não resolveu os problemas do país, mas atenuou os problemas sociais. “Apesar de não ser membro do partido, de ter minhas desavenças e de votar em outros candidatos e outros partidos em eleições locais. Mas sempre soube que o problema deste País é a miséria, a desigualdade. O PT não resolveu tudo, mas conseguiu atenuar. Isso é inegável. O PT tem melhorado as condições de vida da população mais pobre”, disse Buarque. Para Chico, a atual situação do País é “muito confusa” e o governo não tem como escapar de tomar medidas impopulares devido à crise econômica. O momento, avalia, também é de dúvida sobre o futuro do Brasil. “Não há nenhuma maneira de saber o que vai acontecer nos próximos anos.” O compositor considerou que falta objetivo em comum às manifestações de rua no País. “Entre aqueles que saem às ruas há de tudo, incluindo loucos pedindo um golpe militar. Outros querem acabar com o Partido dos Trabalhadores, querem enfraquecer o governo para que, em 2018, o PT chegue desgastado nas eleições”, afirmou. Mais uma vez, Chico Buarque, a exemplo do pistão da gafieira, “tira a surdina e põe as coisas no lugar”.

Jornalixo
Em meio a um bombardeio de notícias ruins por um aumento de preço aqui, outro acolá, eis que surge uma notícia de queda de preço. O pedágio da Ponte Rio-Niterói caiu de R$ 5,20 para R$ 3,70. Como era impossível dizer que “O desmantelo na economia provocou mais um aumento de preço” eis a manchete cínica, omissa, sem a informação devida ao leitor: “Ponte Rio-Niterói tem mudança no preço do pedágio”. Preço quando muda, é para mais ou para menos. Mas é para menos, se a notícia é boa, esquecem “esse pequeno detalhe”. Isso se chama molecagem.

Retrocesso
O financiamento empresarial de campanhas políticas é a maior arma da corrupção brasileira. Na outra ponta tem as emendas parlamentares que, com honrosas exceções, já saem amarradas com a empresa que vai fazer a obra e o percentual do deputado ou senador que liberou a verba. O brasileiro deve lembrar que a grande bandeira de Henrique Alves na presidência da Câmara Federal foi a “emenda impositiva”, ou seja, “emendou, saiu a grana” conferindo, de maneira absurda, ares de executivo ao Legislativo. Agora Eduardo Cunha, que foi apoiado por Henrique para sucedê-lo, luta pela legalização do financiamento empresarial das campanhas. Ou seja, querem fechar o firo...

Anedota
Conta-se que um padre recém-chegado na Aldeota, bairro rico de Fortaleza, ao ver o “desfile de moda” que tinha a cada missa domingueira, ficou animado com o que poderia vir nas ofertas com tanta gente rica e devota. Três ou quatro missas e as ofertas eram sempre muito fraquinhas. Um dia interrompeu o sermão para dizer: Quando vejo as roupas, óculos e penteados dos fiéis na nossa missa me pergunto: - Meu Deus, cadê os pobres da minha paróquia? Mas quando vejo o saquinho das ofertas depois da missa, me pergunto: - Meu Deus... Cadê os ricos da nossa paróquia? Tudo a ver com a foto-legenda, com o senador Paulo Paim querendo a tributação das grandes fortunas, no Brasil. Leiam

FotoLegenda
Assim também no imposto. Com os tributos quase todos embutidos nos preços das mercadorias e serviços, no Brasil a grande fatia dos impostos fica para os assalariados, trabalhadores, aposentados e classe média. Rico quase não paga imposto ao fim e ao cabo, neste País. Agora o senador Paulo Paim (PT-RS) protocolou na semana passada (terça, 26) um projeto de lei (PLS 315/2015) que institui imposto sobre grandes fortunas, prevendo uma contribuição anual dos cidadãos com patrimônio ou herança superior a R$ 50 milhões. Vai virar o Satanás, na mídia. Mas o projeto é constitucional e a maioria dos países ricos e democráticos tem este imposto... Com força.