quarta-feira, 15 de abril de 2015

Pesquisa da USP mostra a força da desinformação

Uma pesquisa realizada com os manifestantes que foram à Avenida Paulista no último domingo 12, protestar contra o governo e pedir a saída da presidente Dilma Rousseff, captou a insanidade das ruas e mostrou a força da desinformação de quem tem ido aos protestos. As respostas das 571 entrevistas com manifestantes maiores de 16 anos, feitas entre 13h30 e 17h30, mostram que 73% não confiam nos partidos, 70% não confiam nos políticos e 64% acreditam que o PT quer implantar um regime comunista no Brasil. Dos entrevistados, 71% acreditam também que Lulinha, o filho do ex-presidente, é sócio da Friboi e 53% que o PCC é um braço armado do PT.  Para 56%, o Foro de São Paulo quer criar uma ditadura bolivariana no Brasil. "O PT trouxe 50 mil haitianos para votar na Dilma nas últimas eleições" foi uma frase que recebeu a concordância de 42,6% dos manifestantes que responderam à pesquisa. A maioria também não aponta nenhuma liderança política como referência. Apenas 8% citaram o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e 12%, o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Os políticos que mais receberam a confiança dos entrevistados foram Geraldo Alckmin (29%), José Serra (23,8%), Aécio (22,6%) e Jair Bolsonaro (19,4%). O levantamento foi coordenado pela professora de Relações Internacionais da Unifesp Esther Solano e pelo filósofo Pablo Ortellado, da Universidade de São Paulo. "Entre um público que se autodefine como de direita ou de centro-direita, 46%, segundo o Datafolha, políticos de oposição deveriam estar melhor colocados", comentou Esther Solano. Para ela, a "despolitização" é "impressionante".

Relinchos e coices
Tem coisas bem piores. Os quadrúpedes que foram às ruas contra Dilma, acreditam que a viúva de Che Guevara é aposentada no Brasil e recebe uma bolada da nossa previdência todo mês. Se estirar os pescoços, eles relincham. O problema é que vivem de dar coices.

Tucanaram as entrevistas
A Novilíngua, como forma de comunicação é a linguagem que George Orwell adotou como sendo o jeito de falar, ou seja, o “embromation” da ditadura do Big Brother, que é um misto de Stalin e Hitler. Fala-se sem, no entanto dizer nada. Os tucanos entraram nessa há muito tempo. A Justiça, a mídia e “os co-xinhas” que vão às ruas, agora, a adotaram definitivamente.

Tucanaram as entrevistas II
Duas expressões entraram na moda: “Intervenção cons-titucional das Forças Armadas”, e um eufemismo sem vergonha para falar de pedido aos quartéis para um golpe militar. O mais novo é “Condução coercitiva”, uma forma de dizer “prendam os petistas”.

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Para que não pairem dúvidas sobre a corrupção dos paladinos da Justiça que se escondem por trás da benevolência da mídia, tão corrupta quanto eles. Eis aí o modus operandi de Aécio Neves, o puro.