segunda-feira, 27 de abril de 2015

PT: quanto mais batem, mais cresce

Para quem está pregando o fim do PT pela milésima vez, está para chegar a milésima primeira decepção. Ao contrário do que pensam os seus carrascos, o PT está vivo e se bulindo. No último sábado, um evento de grande porte aconteceu no Brasil inteiro. Foram as etapas locais do 5.º Congresso do partido. Em Mossoró, foi na sede do Secom – Sindicato dos Comerciários. Além de uma discussão muito rica sobre as diversas teses em disputa, um fato chamou à atenção. A apresentação de novos filiados. Foram mais de cem. E que se saiba, nenhum pedido de desfiliação. Quer dizer, está em voga o velho ditado: “O PT é como massa de bolo, quanto mais batem, mais cresce”. Internamente ao partido existem duas certezas. Primeiro a de que há erros e que estes erros precisam ser corrigidos. Nada dramático, pois além do milenar ditado “errar é humano”, é mais que natural que um corpo coletivo vivo composto de cerca de dois milhões de pessoas, tenha erros a corrigir. Aliás, sempre foi uma tradição na história das esquerdas no mundo inteiro a prática da “crítica e autocrítica”. Mas outra certeza também está incrustada nos corações petistas. É a de que existe muita injustiça contra o partido que mudou a face do País. E que isto é fruto do desespero das elites acostumadas a mamar nas tetas do Estado brasileiro. Não erraria em dizer que há uma terceira. A de que tudo será superado e que o partido, diante de tão impactante crise, há de reencontrar seu velho caminho. O caminho da mudança e da ruptura com o sistema, se não no tom que se pregava antigamente, mas com certeza, com a busca de propostas que rompam com o domínio capitalista sem freios. Com certeza, o PT sairá melhor e mais forte desta, que, como todas as outras, nos pareceu ser a maior de todas as crises do partido.

Sem golpe
A análise pedida pelo PSDB ao jurista Miguel Reale Júnior sobre a admissibilidade de um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff não atendeu ás expectativas dos que sonhavam com o golpe. Reale disse o que todos já sabiam: fatos ocorridos no mandato anterior não podem servir como pretexto para a derrubada de um governo. Igualzinha  à opinião já explicitada pelo procurador Rodrigo Janot. E até mesmo o presidente da Câmara Eduardo Cunha já deixou claro.

Sem golpe II
Portanto, Aécio deve começar a se preparar para enfrentar as urnas em 2018. Mas tem dois problemas, primeiro saber se o PSDB quer mesmo ele como candidato. Isso não está muito claro. O segundo é que deverá enfrentar Lula.

Fervendo
A política de Mossoró está fervendo. Não vê quem não quer.

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